quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WONDER YEARS


Sabe aquele sentimento de saudade - não uma saudade ruim, de querer estar perto de alguém e não poder, mas sim uma saudade gostosa, de saber que você esteve em algum lugar ou viveu algo, e saber que foi bom, e saber que aquilo passou, e que não pode mais voltar, mas ainda assim estar feliz, pois aquilo permanecerá imutável, lá no passado? Pois é assim que eu gosto de definir nostalgia.

"Crescer acontece muito depressa. Um dia, você está de fraldas, e no outro já está indo embora. Mas as lembranças da infância permanecem com você durante muito tempo. Lembro-me de um lugar... uma cidade, uma casa... Como todas as outras casas... Um jardim, como todos os outros...  numa rua, como todas as outras. E, depois de todos esses anos, eu continuo a me lembrar... com admiração."

Para quem não conhece, a série Wonder Years narra os eventos da vida de Kevin Arnold (Fred Savage), justamente a partir de seus 12 anos.

O mais bacana pra mim é que, quando pude acompanhar essa série, tinha a mesma idade do personagem e, mesmo a série baseando-se no final dos anos 60 e início de 70, conseguia me identificar com os desafios e alegrias mostrados na tela. Lembro de acompanhar os episódios com todos em minha casa, a cada dia! Posso dizer que era um momento prazeroso, um tempo bom de passar com os pais e irmãos.

A frase destacada acima é o texto de conclusão da série. Toda a série traz reflexões sobre a vida, a família. Mostra-nos como coisas simples são importantes, e devemos prestar atenção a cada momento, pois a vida passa muito depressa.

Recentemente, comecei a rever os episódios, desde o início, e me pego com os olhos cheio de lágrimas diversas vezes. Às vezes, rindo de mim mesmo, relembrando coisas parecidas às que vivi. Kevin Arnold tem um amigo inseparável, que é muito parecido a um amigo que tive na infância, e que veio a falecer. Não sei se por isso ou por outros dramas, me pego chorando várias vezes.

Mas, no fim, sempre é aquela saudade bacana que fica.

A série veio num momento crucial pra NBC, que estava quase pra fechar as portas. Foi quando Carol Black e Neal Marlense chegaram com o roteiro de "The Wonder Years". Depois do elenco escolhido e de cada detalhe da ambientação e locação estar acertado, rodaram o episódio-piloto, que nos apresenta a família Arnold, a vizinhança e todo o "American Dream", no melhor do seu "American Way of Life".

O piloto foi ao ar logo após um Super Bowl (como é conhecida a final da NFL), ou seja, o grande teste de audiência seria ali. E a série passou.

Tocando exatamente numa das feridas americanas, o drama da guerra do Vietnã. A série emplacou e mais 4 episódios foram encomendados. E depois mais uma temporada, e mesmo com os criadores da série deixando o projeto, eles conseguiram segurar a qualidade do roteiro, mantendo o mesmo elenco por 5 temporadas.

Mas algo era inevitável: os personagens cresceram, e tornaram-se adultos. A série então chegou ao fim e, assim como acontece na nossa vida, nem sempre é o fim que esperamos; e nem por isso deixa de valer.

Outro ponto forte da série é sua trilha sonora, com músicas da época da série. Vemos grandes clássicos do rock, o que não deixa de ser um mais um presente para quem assiste!

Veja uma prévia da abertura


É provavél que vocês já tenham visto um episódio, ou até a série. Deixo aqui o incentivo pra quem ainda não conhece: permita-se o prazer de vê-la e, e pra quem já viu... reveja!



Resenha escrita por Snuckbinks originalmente publicado no Farrazine #12

Para ler a edição online, clique aqui


Baixe a edição em pdf aqui

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