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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

FANZINE ABAFO



No final de 1978, quem governava o Brasil era o Presidente Ernesto Geisel, e assumia o papado católico um polonês chamado Karol Józef Wojtyła (que adotou o nome de João Paulo II). O ritmo denominado "Discoteca" era sucesso, e... todas publicações brasileiras tinham de ser registradas e enviadas (para análise) à Divisão de Censura e Diversões Públicas da Polícia Federal. A estreante 10-ABAFO nasceu naquela época, e a retratou em histórias e piadas.
Agora, com o uso da tecnologia computadorizada, e tomando como base originais desenhados e/ou impressos da época, as SEIS primeiras edições, publicadas entre 1978 e 1979, foram RESSUSCITADAS, tal como foram intencionalmente produzidas nos anos 70 do século XX. As imagens se mostram QUASE sem os defeitos da impressão no papel, em tamanho padronizado, e em alta definição. O leitor poderá ler no seu computador, ou fabricar seu próprio exemplar de cada um dos seis números, imprimindo-os numa impressora de boa qualidade (em qualquer tamanho), ou até mesmo em off-set (se assim o quiser).

Tudo isso em um único disco CD-rom, por R$ 25,00 (incluso neste valor, o porte registrado). Ou seja, cada edição virtual da antiga 10-ABAFO sairá para o leitor por aproximadamente (e somente) R$ 4,00.

Para comprar a sua é só pedir mais informações de pagamento nos emails abaixo:

emir_ribeirojp@yahoo.com.br

emir.ribeiro@gmail.com

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Rascunho Studio Apresenta!!!


Temos mais novidades no mundo das HQ's!!!

No dia 29/10/2011 ás 14hrs o Rascunho Estúdio de nosso amigo Alzir Alves vai fazer o lançamento da banda desenhada "História da Paraíba em Quadrinhos - 2° edição".

Pra você que curte HQ e história o evento vai ser feito em João Pessoa no Rascunho Estudio mesmo!

Para mais Informações é só ligar no número: (83) 8833-3791

E no cartaz acima deixamos ainda mais detalhes!

Não deixem de prestigiar o trabalho do mestre Emir Ribeiro e do Emilson Ribeiro nessa HQ!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O QUE VEM POR AÍ!!! BENGALA BOYS



Na semana que vem teremos o lançamento da edição #24 do Farrazine! YEAH!!!!

E além de muitas matérias, entrevistas, contos e etc, teremos uma HQ produzida por Lancelott Martins e Airton Marcelino introspectiva e aventureira.... Segundo as próprias palavras do Lancelott:

"Os Bengalas Boys foi uma mítica criada no facebook sobre velhos quadrinhistas que seriam, se estivessem no universo de seus personagens, também personagens. Então escreví um roteiros que conta o encontro/resgate de alguns deles e que, fatalmente, todos se encontraram no velho oeste. Eles estão perdidos em épocas diferentes, a grande maioria insconsciente do que foi ou era... 

O Chefe deles, que antes era uma Ordem - A Ordem dos Bengalas, BENGATONY, parte para o universo Q-Uadrinho para encontrá-los... 

A mítica nasceu mas ou menos assim, daí o Tony Fernandes (Pequeno Ninja entre outras publicações) inventou essa história de que nós quadrinhistas antigos, seriamos Bengalas pela idade, e aqui e ali terminamos por nos reunir sob este título e até foi criado um blog para registrar temas afins... O fato é que desenvolví avatares para todos eles e bolei juntamente com o Airton Marcelino estas SAGA, onde os autores podem navegar no universo dos quadrinhos e até encontrar seus personagens...."

Teremos as duas primeiras edições da saga no próximo Farrazine e continuaremos publicando segundo a produção dos autores.

Se você quer saber mais sobre os Bengala Boys é só esperar o dia 20 e ler o Farrazine... Mas se você é muito apressadinho e quer saber mais ainda é só clicar no linkk abaixo:


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: Betonando Geral!

 
Não será dessa vez que contribuirei com material inédito, embora a HQ "Os Menininhos", não tenha sido vinculada online ou impressa até agora. Mas, como as outras duas HQs que compõem o lote, ela foi criada para o Prêmio Moacy Cirne de quadrinhos norte-riograndenses no longuínquo ano de 2009. Minha intenção aqui, foi o de expor exatamente um mix do meu material produzido para o concurso e que ainda nao foi publicado impresso. 
 
Na época crie seis histórias, duas em parceia com a os irmãos Freitas (Wolclenes e Wanderline) e quatro, solo. Cada uma das seis com tematicas e estilos gráfico particulares. Segundo Wanderline eu mereceria receber pelo menos uma menção honrosa pelo conjunto da obra, mas enfim... o único reconhecimento que espero receber sempre será o do meu publico e não o de bancas, bancos, mesas ou cadeiras. 
 
BETONANDO GERAL tinha uma outra linha editorial, mas o acúmulo de atribuções durante o AGOSTO PRA TUDO, me fizeram optar pela objetividade em prol do cumprimento dos prazos, mas tem coisa nova germinando e pronta para aflorar no momento certo. 
 
Enquanto elas não vem, cliquem aqui e fiquem com o que a de bom no meu recente velho material que soreviveu a crise do HD queimado.

domingo, 18 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: New ACUNHA

Quando Marcos Garcia nos enviou o material para o ACUNHA # 4, havia mais de 30 páginas de conteúdo. Com o risco de Joseniz não enviar a tempo as suas edições, tratamos de antecipar soluções: o excedente de Garcia tornou possível uma edição extra, rebatizada como "NEW ACUNHA". 
 
Ficção Cinetífica, Histórias Fantásticas, esboços e ilustrações do autor recheiam esse "Especial". 
Baixe agora o NEW ACUNHA e aproveite para conferir as outras edições dessa última semana do AGOSTO PRA TUDO!

sábado, 17 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: SOQ 5!

Duas SOQ's num mesmo mês e com um intervalo de três dias apenas? Até parece sonho, mas é uma doce realidade. Essa edição é dedicada a cobertura do III YUJÔ FEST, maior evento de cultura pop japonesa do estado potiguar. 
 
Mas nós vamos um pouco mais além, resgatamos o histórico de suas duas primeiras versões, descrevemos a parceria entre a ABAS e a galera do YUJÔ que entre outras coisas faturou o 1º lugar no concuro fotográfico FLASH MOB HQ - FIQ 2011. O 2º e derradeiro Prêmio Poty e mais quadrinhos de Marcos Garcia e Carlos Aveñedo fecham a SOQ # 5
 
Clique aqui e baixe agora essa edição histórica, pois a próxima SOQ marcará o início de uma lenda.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: MUNDO CARICATO!

MUNDO CARICATO, marca o fim da trilogia de Joaquim Monteiro no AGOSTO PRA TUDO! MALditos POPULARES e O PIAUIÊS ficaram para trás, é hora de conhecermos o traço do ilustrador e caricaturista piuiense no que ele sabe fazer de melhor: releituras de celebridades!
 
Uma grata oportunidade de conhecer as três facetas desse talentoso artista piauiense, seja na escolha dos temas, seja no traço, Joaquim Monteiro manda bem em qaulquer área e o seu MUNDO CARICATO é a prova cabal disso. 
 
Clique aqui e baixe esse material de primeira agora mesmo!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: IGORcentrísmo!


O Igor foi o segundo cavaleiro jedi a responder positivamente ao meu chamado em 2009 para a formação do blog Tirando Uma e consequente primeira formação nacional da República dos Quadrinhos (o 1º foi o ANTONI), portanto sua presença nesse evento tornava-se indispensável. 
Seu traço nos remete aos quadrinhos do princípio do século passado e foi isso o que me atraiu, dentro da linha editorial escolhida na época (quanto mais diferente melhor). Com o tempo seu trabalho evoluiu consideravelmente e a sua dupla de detetives Klaus e Nicolaus foi rapidamente sendo substituída por novos e cativantes títulos. 
Em cada um deles, um novo Igor aflorava. Com Abelardo, o abestado, ele conseguiu, na minha opinião se encontrar como roteirista. Passou e ser um verdadeiro "contador de histórias", trabalhando muito bem o conceito de "gags" com continuidade. O que se viu em seguida foi o amadurecimento do Igor escritor sequencial. 
E neste seu mais recente trabalho, "IGORcentrísmo", ele dá um banho com a utilização da metalinguagem! Demonstrando que o meu "olho clínico" não estava enganado. 
E mais, seu afastamento para estudos no Canadá não lhe afastaram da arte gráfica, ao contrário, serviram de inspiração para novas séries. 
IGORcentrísmo é a síntese do trabalho de um jovem autor que ainda tem muito a evoluir, mas que já demonstra por meio de um discurso novo e diferenciado que ele já encontrou seu caminho e espaço. 
Agora é só seguir em frente! Clique aqui e siga a caminhada inicial do Igor. Tome fôlego primeiro, pois ele costuma andar a passos largos!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: DIRETAMENTE DE KRIPTON!

O título é uma brincadeira que sugeri ao Kaléo devido "aquele" famoso personagem dos comics possuir um alter ego com nome homônimo ao dele. Aceita a proposta para o título o resto ficou bem mais fácil, principalmente quando o trabalho resumiu-se a selecionar uma pequena amostra  da versatilidade e do talento desse jovem cearense (quem não viu ALMA DO DRAGÃO, ainda está em tempo). 
Ao contrário de seu trabalho anterior, aqui não termos HQs, apenas ilustrações. DIRETAMENTE DE KRIPTON é um portfólio de outro mundo, heheheehhe! Brincadeiras à parte, é um belíssimo trabalho e uma rara oportunidade para se conhecer a arte do Kaléo Mendes. Aproveitem enquanto ainda é de graça, clicando aqui!Fechamos a nossa penúltima em grande estilo!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: SOQ 4.1!

Depois de uma lacuna do tamanho do Grand Canyon a SOQ está de volta à ativa. Se bem que é por pouco tempo... mas sua vida foi efêmera mais intensa e isso é o que vale! 
 
Nessa sua 4ª Edição tentamos cumprir parte do que foi divulgado no preview para a nº 4 (idealizada para dezembro do ano passado): uma longa matéria sobre o Projeto Primeira Edição, com textos de Milena Azevedo; uma matéria especial sobre o Mike Deodato (que além de autorizar a utilização do seu nome e imagens, também aprovou o conteúdo da mesma); o PITACO está de volta, comprovando que somos lidos e por gente que entende do negócio e completando o pacote: quadrinhos!  
 
SOQ 4.1, não é uma Ferrari, mas sempre que sai, faz um barulho danado. 
 
Baixe aqui e meta bronca!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Agosto pra Tudo: SIMPLESMENTE OMIDO!

 
Evaristo Omido é um verdadeiro exemplo de Samurai Moderno: leal e fiel aos seus princípios e um guerreiro fora de série no manuseio de qualquer artefato artístico que esteja ao seu alcance. Pintura, caricaturas, ilustrações, oficineiro, estilista, artes para encomenda, peças em biscuit e madeira, em todas essas áreas, OMIDO dá um show de talento e bravura, conquistando espaço e reconhecimento fora de sua terra natal.
 
SIMPLESMENTE OMIDO é um resumo de cada um desses fragmentos desse enorme quebra-cabeças humano chamado Evaristo Omido. Sua obra daria umas três webcomics no mínimo, cada uma destinada a uma área de sua atuação. 
 
Fiquem agora com esse pequeno mix do genial OMIDO clicando aqui e fiquem na torcida, pois pretendemos convencê-lo a emprestar o seu talento para um segmento ainda não explorado por ele: a arte sequencial. 
 
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TOCA RAUL! - Resenhas do Farrazine

Meados de 1989. Eu tinha 13 anos e me lembro de um cara todo vestido de couro, ou seja lá o que fosse, se esguelando nalgum programa de TV. A próxima lembrança que me vem é de uma matéria do programa “Fantástico”, anunciando a morte de um cantor. Parecia algo importante, mas o que se fixou mesmo na minha cachola de moleque foi que aparecia um cara lendo um gibi do Tex, num videoclipe amalucado de uma música que falava de cowboys e medos. Quadrinhos são parte indelével de minha memória desde a mais tenra idade, mas creio que essa informação não vem ao caso.

Passou mais um tempo até que eu me deparasse, em uma festinha de aniversário, com um LP que me chamou a atenção. Aquela capa, na qual apenas aparecia um deserto e uma pintura, no melhor estilo foto 3x4, e o nome sugestivo: “O Dia Em Que a Terra Parou”. Foi então que notei que já havia visto aquele cara da foto. Era o tal do Raul Seixas. Daí, para me apaixonar pelas músicas, decorar todas daquele disco, e então correr atrás de qualquer material possível, fossem fitas cassete pra lá de piratas ou recortes de jornais e revistas, foi um pulo.

Neste mês de agosto de 2009, faz 20 anos que Raulzito nos deixou. Faz mais ou menos 19 anos que sou fã incondicional dele.

A esta altura, você deve estar se perguntando: “Tá! 20 anos que o cara morreu. Não vai rolar uma biografia, ou discografia, ou quaisquer outras grafias?” Não. Não vai. Sempre em datas “redondas”, a mídia em geral despeja toneladas de informações sobre um fato ou personagem; portanto, se você quiser saber sobre datas, números e informações úteis ou fúteis, basta um passeio rápido por esse mundão da internet, que estará bem provido de informação.

Aqui me reservo apenas ao direito de, mais uma vez, prestar homenagem a esse cara que me fez ser quem sou, seja isso bom ou ruim. Mas, aí, já é com meu psiquiatra!
Enfim, digo: prestar mais uma vez homenagem pois, lá naquela época de que eu falava antes, após me apaixonar pelas músicas do cara, eu costumava prestar minha homenagem religiosamente, mesmo que fosse anônima. Não me importava. Era usando uma camiseta; ou pendurando um cartaz, desenhado por mim mesmo, no saguão da escola, para lembrar mais um ano de ausência; disseminando minha paixão, fazendo com que outros amigos ouvissem também, da maneira como eu ouvia, as músicas; ou ainda, auxiliando num teatro, no qual fizemos um sósia do Raul saltar de dentro de um caixão, dublar algumas músicas e retornar ao caixão, levando cutucadas de um capetinha pintado de colorau! E isso tudo no coreto da praça de minha cidade natal. Algumas pessoas não gostaram muito.

O tempo passa, essa efervescência adolescente passa, as demonstrações mais apaixonadas acabam sendo relegadas a um tímido “Gosto muito.” em resposta a um “Ô cara, você curte Raul?”. Apesar de não deixar de sempre ouvir e buscar saber mais sobre a obra e o homem. Talvez tenha sido apenas o mundo, fazendo com que a gente tome a pose de cidadão respeitável, que ganha 4 mil cruzeiros por mês, alegre e satisfeito, e que contribui para o nosso belo quadro social. Mesmo que isso lhe doa no peito. Pois é, com o tempo, a gente acaba entendendo exatamente o que aquele magrelo queria dizer.

Mas deixemos as melancolias de lado, hoje não é o “Dia da Saudade”. Aproveitemos essa data “redonda” não apenas para enumerar discos, falar de datas, curiosidades, ditos ou desditos da vida do Raul. Vamos aproveitar para fazer o que de melhor podemos fazer para homenageá-lo, mesmo que seja anonimamente! Vamos ouvir e cantar suas músicas. Ouvir com o coração e cantar com a alma! Vamos fazer parte daquela trupe que enche o saco de qualquer banda em festas de formatura, bares e shows, gritando lá do fundão: TOCA RAUL!

Ou como diria o Zeca Baleiro: “Mal eu subo no palco, um mala, um maluco já grita de lá:
‘Toca Raul!’ A vontade que me dá é de mandar o cara tomar naquele lugar; mas aí eu paro, penso e reflito: como é poderoso esse Raulzito!


Texto publicado no Farrazine #13, escrito por Marcelo Mainardi, que você pode ler aqui ou baixar aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O desafio de Shazam - Contos do Farrazine

“Então, eu vou chegar e vou dizer... Oi, Kathy, lembra de mim? Sou eu, Billy? Billy Batson? Se lembra?”

“Eu acho que você tá dando muito papo, sério. Muito lento. Muita conversinha. Precisa ser mais rápido.”


“Quieto, Mercúrio, sério. Me deixa ensaiar direito, ok? Eu gosto da Kathy, quero que tudo dê certo na festa... Vamos de novo... Kathy, eu...”
 

 “Sério, isso tá muito demorado... Ensaiar pra quê? Vai logo. Pra que esperar a festa? Liga pra casa dela. Quer dizer, pra que ligar? Vamos pra lá agora!”


“Mercúrio, não tem como fazer assim! Caramba! Eu tenho que esperar a hora certa, fazer direito, pelo amor de Deus!”





“Deus não, deuses, Billy Batson.”


“OK, Salomão, OK... Vacilo meu... Mas tá entendendo, Mercúrio? Eu tenho que esperar a hora certa, o clima certo, chegar do jeito certo... Eu só vou ter uma chance, entende? Preciso acertar a hora H pra...”

“Como assim, só uma chance?”

“Ah, saco... O que é que tem, Atlas?”

“Esse papo de "só uma chance"... Você tem várias chances! Você pode tentar e tentar e tentar e tentar e eternamente tentar, até que ela aceite. Você tem meu vigor, Batson! Você pode tentar e tentar e tentar, até que ela desista porque sabe que você pode continuar tentando e tentando e tentando e tentando...”

“Mas eu não quero vencer ela pelo cansaço, Atlas! Eu quero que ela goste de mim! É por isso que eu estou juntando coragem pra poder—“

“Nem diga isso...”

“Isso o quê, Aquiles?!”

“Coragem. Você disse que está juntando coragem.”

“E qual o problema nisso?”

“Por favor, eu sei o que é coragem. Eu atacava cidades sozinho sem pestanejar. Eu derrotava gigantes usando uma colher e meio pão dormido. Você está agindo como um franguinho por causa de uma mortal espinhenta de quatorze anos. Não me venha falar em coragem, por favor...”

“Que porcaria, vocês poderiam ficar quietos por um—“

“E continua demorando... eu já teria ido na casa dela...”

“Mercúrio, último aviso, para com isso! Será que eu não posso—“

“Claro que pode.”

“Posso o quê, Zeus? Você nem sabe o que eu ia falar!”

“Seja o que for, você pode. Eu tenho o poder, você tem o poder, então você pode. Se você quiser jogar um raio nessa tal da Kathy, você pode, sabia? Ou virar um animal e se deitar com ela, ou tomar a forma do marido dela...”

“Por que diabos eu faria uma coisa dessas?!”

“Bem... sempre funcionou comigo... eram outros tempos, eu sei... mas os clássicos nunca morrem, é o que dizem...”

“Será que vocês não podem ficar quietos pelo menos por cinco minutos pra que eu tente me preparar pra pedir em namoro a mulher da minha vida?! Será?! Hein?!”

“Receio que você esteja enganado, Billy Batson.”

“Ah, céus... O que será agora? Vai, diz logo, Salomão...”

“Bem, Billy Batson, primeiro, eu preciso dizer que qualquer um sabe que não existe racionalmente isso que você chamou de “mulher da sua vida”. Existem, é claro, pessoas com quem você vai ter maior ou menor compatibilidade, mas nada garante que a mesma pessoa vá refletir e corresponder aos seus desejos e anseios durante todo o período da sua existência.”

“Por favor...”

“E, mesmo se isso fosse possível, com ênfase no “se”, as possibilidades de que Kathy Beck seja essa pessoa são ínfimas. A bagagem cultural de vocês dois, ainda que reduzida, devido ao pouco tempo de vida de ambos, é totalmente oposta; o temperamento da Srta. Kathy é, de fato, considerado muito difícil por todos que a cercam e, ainda que hoje ela tenha um rosto realmente angelical, é possível notar, reparando nos traços de sua genitora, que este rosto gradativamente irá mudar, assim como o resto do corpo, fazendo com que ela ganhe peso rapidamente e passe a ter uma postura curvada e olhos caídos, que evidentemente passariam para os seus descendentes.
E não é sábio ter filhos com olhos caídos.
Como se não bastasse isto, é possível para qualquer pessoa com mínimas capacidades de observação notar que ela não nutre nenhum interesse por você, e sim uma especial afeição pelo jovem Bill Clarence, da equipe de atletismo.”

“Por favor, parem... sério...”

“Eu já teria ido até a casa dela e ficado com ela. Umas seis vezes...”

“Vocês não conseguem realmente calar a boca, certo? Todos precisam ficar dando opiniões o tempo todo?! Todo mundo já falou? Hein? Hein? Alguém ainda quer dizer alguma coisa?!”

“Bem, eu já teria—“

“Fora você, Mercúrio! Hércules, você é o único que ainda não falou... Vai, pode ir... Manda... Já desisti da festa mesmo...”

“Não, eu pensei em uma coisa, mas não é nada demais...”

“Vai, fala!”

“Não... nada não... besteira minha... tô tranqüilo...”

“Nesse meio tempo você poderia ter já—“

“Mercúrio! Cala-A-Boca! E Hércules, fala logo...”

“Sério, bobagem mesmo, nada demais... deixa pra lá...”

“OKk, então eu não vou mais—“

“Então... é uma coisinha... queria te perguntar...”

“O quê, Hércules? Fala logo...”

“Tipo... você, com esses braços magrinhos... já pensou em começar a malhar?”


Conto publicado no Farrazine #14 que você pode ler aqui ou baixar aqui

domingo, 4 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: A FELINA COMÉDIA!


Apesar de estarmos em Setembro continuamos postando as HQ's do projeto AGOSTO PRA TUDO iniciado pelos nossos parceiros da República dos Quadrinhos.

Dessa vez, temos a paranaense Nina Collère que foi a primeira-dama da República dos Quadrinhos (Calma! Não somos casados!Pelo menos, não um com o outro...) no longínquo mês de julho de 2009, depois viria a Lorena Kaz, para fechar o Conclave de Águias que deu um voo rasante sobre a apatia reinante nos céus virtuais brasileiros. 
 
Dois anos se passaram, muita coisa mudou e as prioridades da Nina, também. Trabalhando com TV e publicidade, sua promissora série "A Felina Comédia", inspiradas em suas três gatinhas (gatas mesmo, do gênero felinius frajolas felix da silva) acabaram deixando de ser uma prioridade. Apesar de ter gatas como protagonistas, a série não aborda o submundo de Tom (& Jerry) e sim, o cotidiano do sapiens sapiens cachorrão safadus e de nossa realidade pra lá de humana (ou desumana). 
 
Por meio da óptica das três felinas vemos como a Nina enxerga a humanidade. O olhar e o charme feminino são o que realçam suas tirinhas. Mesmo na época ainda sendo uma aprendiz (naquela época) das possibilidades narrativas e dos recursos existentes nos programas de computador, ela soube usá-los com bastante eficiência. A parte cromática foi o que mais me atraiu no início e tenho certeza que apesar de algumas irregularidades presentes, como o tamanho variável do formato das tiras, por exemplo, Nina não deixou nenhuma ponta solta, nenhum deslize foi cometido, talvez o único tenha sido o de abandonar o projeto. Mas tudo coopera e todas as coisas acontecem em seu devido tempo. 
 
Eu torço para que essa compilação de seu trabalho contribua pra que a mulher-gato dê uma grande espreguiçada, a famosa lambidinha nas mãos e coloque-as de novo na ativa. 
 
Nós aguardamos e enquanto nada de concreto acontece, só nos resta  convidá-los a conhecer ou a reler  A FELINA COMÉDIA, aqui! Miauuuuuuuu!

sábado, 3 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: ACUNHA!

Por Marcos Garcia

Apesar de estarmos em Setembro continuamos postando as HQ's do projeto AGOSTO PRA TUDO iniciado pelos nossos parceiros da República dos Quadrinhos.
 
Dessa vez, temos o Fanzine “Acunha” teve seu primeiro número publicado em Mossoró, em setembro de 1984, idealizado por Marcos Garcia e Laércio Cavalcante. O título ACUNHA foi criado por Laércio, que significa incentivo, força de vontade, expressão muito usada pelo sertanejo no seu cotidiano, seja na dança do forró, seja na ação conjunta para retirar uma carroça, digamos de um atoleiro.
 
Foram publicados 5 números, sendo o 4º e o 5º,  lançado aqui em Natal. 
 
 
 
E agora vocês terão a oportunidade de ter acesso a mais um material de resgate da memória da produção gráfica potiguar, com artes de feras como Adrovando Claro, Gilvan Lira e Laércio, e comparar a evolução do traço desses artistas, passados 17 anos. 
 
Baixe aqui e guardem esse documento histórico. Vamos! 
 
Não deixem para depois, ACUNHEM agora!(BP)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: GAIJIN!

A série "GAIJIN, o pequeno guerreiro" teve uma vida efêmera (2007/2008) com pouco mais de 30 tiras (19 presentes nesta edição) em seu Tomo I, com circulação nos sites Tiras Nacionais e Ronin 47
 
Fui convidado na época por meu colega de profissão (a outra, a de educador) para assumir a empreitada de dar vida a uma série protagonizada sobre o Japão Feudal, conteúdo do site de Marcos Araújo "Ronin" (ver Origami), topei o desafio e apesar da dificuldade em manter a periodicidade da tira, acredito que a tarefa foi cumprida a contendo, mesmo com minhas liberdades criativas tendo levado a série por um outro rumo, bem diferente do idealizado por meu mestre shogun, e se este não gostou, soube ser honrado e leal como um verdadeiro samurai e ficou com sua katana na bainha, ou seja, de bico fechado. 
 
Diferente do que foi exposto em POTYLÂNDIA, GAIJIN me proporcionou experimentar bastante, principalmente no tocante a utilização de programas como o CorelDrawn em minha produção, algo inimaginável na época fanzineira, onde tudo era literalmente artesanal (o letreiramento sofrível  e os balões exagerados já são menos frequentes nesse estágio).
 
Apesar do título, GAIJIN não narra a história de um ocidental no Japão e sim o contrário, pretendia contar as desventuras de seu protagonista, Jujubai Yangu, pelo mundo à fora em busca de encontrar o sentido da vida: missão que lhe fora confiada por seu sensei e indispensável para ele se tornar um legítimo samurai de fato e de direito. 
 
O Tomo I, no entanto, destina-se a contar a sua formação e treinamento desajeitado em busca do domínio sobre as artes marciais. Revisitá-lo depois de tanto tempo foi muito gratificante. Primeiro por perceber que ele não está desatualizado e segundo por ser mais um estímulo ao meu retorno a prancheta. Nem só de cangaceiros é feito o meu trabalho (ver Carcará) e isso me anima! 
 
Rótulos, só nas latas de cervejas! Banzai! 
 
Baixe aqui e comece agora mesmo a sua busca interior por alguma coisa, nem que seja as chaves da sua casa ou as do carro...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

AGOSTO PRA TUDO: AUTOBRUMOGRAFIA!

Rodrigo Brum, potiroca* por escolha ou vocação (nome feio do cacete!) e cartunista por nascença, é o autor da obra desta quinta-feira. Sua participação na série nacional, "Tiras de Letra", lançadas pela EditoraVirgo, já são um baita portfólio de apresentação desse artista criativo, versátil e talentoso. 
 
Entre as poucas horas vagas que lhe sobram entre  a correria de seu trabalho para "O JORNAL DE HOJE" (Natal/RN) e a produção publicitária em seu estúdio, Brum desenvolveu uma série de tiras autobiográficas ou autobrumográficas como ele preferiu definir no título de sua contribuição para o AGOSTO PRA TUDO! 
 
Renato Takashi, o "Takren", já nos apresentou uma proposta similar por meio de seu MUNDICO, mas no caso do Brum, algumas diferenças pontuais distinguem sua obra e a tornam singular em comparação ao trabalho anteriormente citado. 
 
O cotidiano também  está lá, menos surreal e fantástico, mas agradável, divertido e bem-humorado na mesma dose. O seu dia-a-dia como cartunista, suas frustrações, ambições, o olhar crítico e cômico sobre as situações diárias com que se defrontam são únicas. Não há "monstros da solidão" (nada contra eles, sou fã incondicional deles) em seu enredo e sim "os clientes monstros" (aqueles que transformam o trabalho de qualquer um em uma versão de "Fúria de Titãs") ou os sobrinhos desses (os mais amados por Brum), situações reais ganham vida e cores (apesar da série ser P&B), a identificação com o ser humano Brum, se confundem com a de seu "EU" imaginário (?) e a do próprio leitor, que certamente não sairá imune a leitura dessa obra.
 
AUTOBRUMOGRAFIA é um convite para um grand prix de bom humor, sagacidade e entretenimento inteligente e de excelente qualidade. Portanto, pilotos (e pilotas) em seus lugares e preparem-se que a bandeira listrada será baixada aqui e agora! E independente de sua posição na largada, o seu lugar no pódium do riso e da alegria já estão assegurados. 
 
E foi dada a largada... BRUMMMMMMMM! Baixe aquiiiiiiiiiiiii e aquiiiiiiiiiiiiiiiii e aquiiiiiiiiiiiiii!

*termo criado pelo autor para definir sua simbiose meio potiguar, meio carioca, não necessariamente nessa ordem!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entrevista com Ben Templesmith

FARRAZINE - Ben, seu traço é reconhecível por qualquer amante de quadrinhos. A intensidade e brutalidade das cenas (e isso é uma coisa boa, a propósito) é palpável. A questão é: como você veio a desenvolver esse traço? Qual sua trajetória, o processo da criação? Digo desde o dia em que você tentou desenhar pela primeira vez, como foi, que técnicas você experimentou e quais você achou melhores para os resultados desejados? Sei que é uma pergunta grande, mas espero que diga bastante sobre você, como artista.

Ben Templesmith - Tentativa e erro, na maior parte. Eu simplesmente gosto de seguir minhas influências. E prazos de entrega também influenciam o estilo, pra ser honesto. Então, é uma combinação de várias coisas. Eu sempre gostei de misturar técnicas e de ser diferente. E gosto de cores tanto quanto do desenho, então talvez isso explique um pouco (sobre o estilo que desenvolvi).

FZ - E quanto a outros artistas europeus, como Thomas Ott (desenhista de quadrinhos de horror suíço)? Poderia comentar um pouco daqueles cujo trabalho te deixou alguma impressão?

BT - Não posso dizer que tenho influências européias nesse sentido, embora Victor Ambrus, um ilustrador de livros, seja uma de minhas maiores.

FZ - Recentemente houve um tipo de “invasão”, com quadrinistas brasileiros integrando o mercado norte-americano de quadrinhos. Alguns exemplos são os gêmeos Bá e Moon, Rafael Grampá, e também artistas como Joe Bennet e outros. Eu gostaria de saber se você conhece seus trabalhos e o que você pensa deles (presumindo que você conhece).

BT - Bom, Bá e Moon e agora Grampá são estrelas super talentosas, até onde eu entendo. Choro quando vejo o trabalho deles. Queria ser tão bom. Não tenho familiaridade com o trabalho de mais ninguém especificamente do Brasil.

FZ - Falando sobre o Brasil, você já esteve aqui antes, durante a FIQ!. O que achou? O que chamou sua atenção e quando você volta, cara?

BT - Adorei. Um festival único. Um pouco europeu, outro tanto americano. Muito interessante, isso sem mencionar o país em si. Me diverti muito.
Não faço nem ideia de quando vou voltar. Provavelmente quando convidado! É um caminho longo e uma viagem enorme!

FZ - Quais seus pensamentos a respeito da adaptação de 30 Dias de Noite para a telona? Você mudaria alguma coisa?

BT - Eu achei bom. E isso teve muito a ver com os esforços do diretor, David Slade. Fora isso, eu não pensei sobre essas coisas. Eu não tenho como influenciar o processo e prefiro seguir meu caminho adiante. Não tem nada que eu pudesse fazer “de melhor”, relacionado ao filme. Tive pouco a ver com ele.

FZ –
Há mais algum projeto seu sendo dirigido à telona (ou à telinha)? Fora a adaptação para seriado dos livros de 30 Dias de Noite, digo? (A propósito, isso ainda não chegou no Brasil. Vergonha, vergonha.)

BT - Há a possibilidade de algo com “Bem-vindo a Hoxford”, que creio ter uma chance… mas sei pouco mais que isso a respeito desse assunto.

FZ - Você fez algumas parcerias “explosivas” como, por exemplo, com Steve Niles e Warren Ellis. Há algum outro escritor com quem você gostaria de trabalhar?

BT - Nenhum em específico. Na realidade, eu simplesmente gosto de trabalhar com amigos ou em coisas interessantes. Fora isso, prefiro trabalhar sozinho.

FZ - A propósito… super-heróis. Agora nós entendemos em grande parte a atração do gênero: superpoderes são legais, há muito apelo visual, você pode incluir praticamente tudo nas tramas, fantasias de onipotência geralmente vendem porque são agradáveis e, francamente, quem gostaria de ler uma história sobre seu vizinho? Como resultado, temos a maior parte do mercado de quadrinhos voltado para super-heróis. Recentemente, entretanto, têm aparecido títulos e artistas (presente companhia incluída) que romperam esse paradigma de alguma maneira, apresentando histórias que enfocavam outras coisas, não apenas adultos em colantes com as cuecas por cima das calças. Temos 30 Dias de Noite, Walking Dead, Fall of Cthulhu, Unknown Soldier, Crossed, Do Androids Dream of Electric Sheep?, só pra citar os primeiros a pipocar na mente. Gostaria de saber suas ideias a respeito disso. As pessoas estão, finalmente, prontas para outros gêneros?

BT - Não. Não na América (do Norte), pelo menos. Será sempre dominada pelos super-heróis. É simplesmente o jeito que as coisas acontecem. Mas boas histórias sempre terão algum sucesso. E essas são as razões para os projetos que você citou terem alguma popularidade, penso eu.

FZ - Parece que quadrinhos e cinema estão apaixonados, nesses dias. Tem havido um número enorme de adaptações de quadrinhos para a telona. De novo, os primeiros, feitos recentemente, a pipocarem na mente como exemplos: Scott Pilgrim, O Besouro Verde, 30 Dias de Noite, Jonah Hex, sem mencionar os super-heróis Marvel e DC, como Lanterna Verde, Batman, Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, e assim por diante... você acha que isso se deve à indústria finalmente ter desenvolvido a tecnologia necessária para tornar essas histórias em “realidade cinematográfica”, já que necessariamente teriam um monte de efeitos especiais, ou há realmente uma demanda maior por fantasia? Se houver, por quê?

BT - É em sua maior parte devido a Holywood querer fazer uns bons dólares através de propriedade intelectual firmada, já que tiveram alguns sucessos com o tema. É o jeito que as coisas são. O dinheiro dirige o mercado. Sim, filmes visualmente maravilhosos podem ser feitos hoje, mas eles custam muito… e o consenso geral é o de que muitos filmes baseados em quadrinhos podem se tornar sucesso. Vamos ver quanto tempo dura essa tendência, na verdade.

FZ - Você trabalha em casa? Qual seu ritmo? Quantas horas por dia você trabalha, normalmente, quantas páginas são feitas durante essas horas, o que exatamente você faz nelas (lápis e/ou pinturas, etc.)? O que você costuma ouvir enquanto trabalha?

BT - No momento não tenho ritmo, e estou meio que correndo atrás da máquina em tudo... acabei de mudar para uma nova cidade, então realmente preciso organizar um novo estúdio o mair rápido possível. Geralmente eu trabalho à noite, até alta madrugada. Se ouço música enquanto trabalho, são frequentemente trilhas de filmes. Pra efeitos de ambientação.

FZ - Tenho 2 desafios de “os dez melhores” pra você: Quais as dez Graphic Novels mais visualmente atraentes, e quais os dez filmes/animações também mais visualmente atraentes? Isso é para o leitor se familiarizar com seu gosto e para efeito de comparação com sua produção.

BT - Eu não consigo fazer o jogo de “os dez melhores”… mal consigo pensar em dez de qualquer coisa por esses dias. Digo mais, isso é muito subjetivo e eu iria mudar de ideia constantemente. Mas Asilo Arkham, Palestina (de Joe Sacco) e 300 estariam lá em cima na lista.
Filmes... bom, Aliens, A Coisa, talvez Dark City. Muito visuais. De estilo um tanto tradicional, vistos agora, talvez. Mas eles funcionam.


FZ - Recentemente, em um blog brasileiro (VertigemHQ) que traduz e divulga seu trabalho, Wormwood, você fez um comentário que gerou uma enorme discussão. O que eu gostaria de perguntar é: o que você pensa dos scans? Eles ajudam a divulgar o trabalho ou são prejudiciais? Nesse caso específico, seus fãs brasileiros foram capazes de conhecer um de seus trabalhos que provavelmente não seria publicado aqui em muito tempo ainda. (Uma informação: o blog publicou seu PayPal para que os fãs pudessem contribuir com o trabalho do autor de que gosta, e argumenta que o objetivo seria a divulgação, em vez de meramente roubar os trabalhos.)

BT - Ah, isso foi um tempinho atrás... você quer dizer onde as pessoas roubam/pirateiam o trabalho, essencialmente (porque é isso o que é, e eu mesmo já baixei alguns filmes!)? Bom, a respeito de meu trabalho, as pessoas que fazem isso virtualmente garantem que meu trabalho não chegará nunca ao Brasil. Se havia pouca demanda por ele antes, certamente não haverá nenhuma se esse trabalho já está todo traduzido e baixado de qualquer maneira. Sou um peixe pequeno, só faço dinheiro através das vendas de meus quadrinhos, eu não sou pago pra fazer Wormwood. Então, é um pouco triste. E nunca vi nenhuma doação por PayPal, embora tenha sido uma cortesia legal, depois que eu pedi. Não há isso de “propagar a palavra”, “divulgar o trabalho”, entretanto. Ainda é basicamente roubar um artista que não vai ver nenhum benefício por seu trabalho duro. Eu posso compreender, claro, e também sou um hipócrita até certo grau, mas é assim que vejo o assunto.

FZ - Finalmente, alguma mensagem pra seus fãs no Brasil?

BT - Bem... olá! Obrigado até por saberem quem sou! Por favor comprem meus livros, se sabem ler em Inglês, ou peçam a editoras brasileiras que os publiquem... é o melhor jeito e me permite pagar meu aluguel. O que é uma coisa ótima de se fazer de vez em quando.

Matéria publicada no Farrazine #21 que você pode baixar aqui ou ler online aqui

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sai do forno o 14º livro do cartunista Marcio Baraldi


 
O nosso camaradaço sangue bom Marcio Baraldi está lançando um novo livro! 
 
Trata-se de "RAP DEZ, o primeiro personagem rapper dos Quadrinhos".

É uma coletânea do seu personagem que é publicado desde 2003 na revista “Viração”, uma publicação mensal para adolescentes com linha editorial politizada e militante. Mais que uma simples revista , a “Viração” é um projeto social, com apoio do Ministério da Cultura, da Unicef e da Unesco, e conta com a participação direta de jovens secundaristas e universitários na sua pauta e produção. Além de Baraldi, a revista conta com grandes ilustradores como Natalia Forcat, Lentini, Marcelo Rampazzo e o mestre Novaes.

Baraldi criou o personagem Rap Dez para a revista desde seu início e logo ele se tornou o mascote da publicação, sendo o primeiríssimo personagem rapper a surgir nos quadrinhos mundiais. Suas histórias são todas narradas em versos rimados, como um rap de verdade, sempre retratando temas politizados de interesse da juventude, tudo com o bom humor e energia positiva típicos do Baraldi.

O livro segue o padrão caprichado dos outros treze já lançados pelo cartunista, com 52 páginas coloridas em couché, capa plastificada e traz prefácios de Paulo Lima (editor da “Viração”) e do escritor Ferréz , além de depoimentos de vários artistas do rap como DJ HUM, Rappin Hood, XIS,Toni C e de outras personalidades como os mestres da HQ brasileira Emir Ribeiro, Fernando Ikoma e Getulio Delphim, além do jornalista Osvaldo Bertolino. Como cereja no bolo, o livro ainda traz duas caricaturas do Baraldi feitas pelos mestres da HQB - Osvaldo Talo e Fernando Ikoma.

Para conhecer o personagem Rap Dez, acesse: http://www.viracao.org/artigo.php?id=2178


Site Marcio Baraldi www.marciobaraldi.com.br
Twitter @marciobaraldi
Facebook http://www.facebook.com/profile.php?id=100002605009915


Informações para imprensa:
Gisele Santos Assessoria
@giselesantos_
imprensa.mundorock@gmail.com

O Baraldão deu uma extensa e muito bacana entrevista para o Farrazine na edição  #21 que você pode ler aqui

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

AGOSTO PRA TUDO: LUZ NAS TREVAS!

 
Está é uma edição especial com 32 páginas do Joseniz Guimarães de Moura (este que vos tecla) publicada inicialmente pelo projeto Primeira Edicão e agora disponibilizada de forma online pela República dos Quadrinhos através do projeto AGOSTO PRA TUDO! 
 
O trabalho é uma carta de apresentação do autor com tiras, projetos e duas hqs: Existe vida na minha cabeça ou seriam meus pensamentos narrando a história de um jovem à beira da morte e a primeira historia em quadrinhos de Psycho Cereal Killer e Heather Lee Curtskamp uma compilação de todas as tiras foi publicada no Amostra Grátis #4
 
Agora sem mais delongas, clique aqui e conheça um pouco mais do meu trabalho: Luz nas Trevas pede passagem!

 
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