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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entrevista com Ben Templesmith

FARRAZINE - Ben, seu traço é reconhecível por qualquer amante de quadrinhos. A intensidade e brutalidade das cenas (e isso é uma coisa boa, a propósito) é palpável. A questão é: como você veio a desenvolver esse traço? Qual sua trajetória, o processo da criação? Digo desde o dia em que você tentou desenhar pela primeira vez, como foi, que técnicas você experimentou e quais você achou melhores para os resultados desejados? Sei que é uma pergunta grande, mas espero que diga bastante sobre você, como artista.

Ben Templesmith - Tentativa e erro, na maior parte. Eu simplesmente gosto de seguir minhas influências. E prazos de entrega também influenciam o estilo, pra ser honesto. Então, é uma combinação de várias coisas. Eu sempre gostei de misturar técnicas e de ser diferente. E gosto de cores tanto quanto do desenho, então talvez isso explique um pouco (sobre o estilo que desenvolvi).

FZ - E quanto a outros artistas europeus, como Thomas Ott (desenhista de quadrinhos de horror suíço)? Poderia comentar um pouco daqueles cujo trabalho te deixou alguma impressão?

BT - Não posso dizer que tenho influências européias nesse sentido, embora Victor Ambrus, um ilustrador de livros, seja uma de minhas maiores.

FZ - Recentemente houve um tipo de “invasão”, com quadrinistas brasileiros integrando o mercado norte-americano de quadrinhos. Alguns exemplos são os gêmeos Bá e Moon, Rafael Grampá, e também artistas como Joe Bennet e outros. Eu gostaria de saber se você conhece seus trabalhos e o que você pensa deles (presumindo que você conhece).

BT - Bom, Bá e Moon e agora Grampá são estrelas super talentosas, até onde eu entendo. Choro quando vejo o trabalho deles. Queria ser tão bom. Não tenho familiaridade com o trabalho de mais ninguém especificamente do Brasil.

FZ - Falando sobre o Brasil, você já esteve aqui antes, durante a FIQ!. O que achou? O que chamou sua atenção e quando você volta, cara?

BT - Adorei. Um festival único. Um pouco europeu, outro tanto americano. Muito interessante, isso sem mencionar o país em si. Me diverti muito.
Não faço nem ideia de quando vou voltar. Provavelmente quando convidado! É um caminho longo e uma viagem enorme!

FZ - Quais seus pensamentos a respeito da adaptação de 30 Dias de Noite para a telona? Você mudaria alguma coisa?

BT - Eu achei bom. E isso teve muito a ver com os esforços do diretor, David Slade. Fora isso, eu não pensei sobre essas coisas. Eu não tenho como influenciar o processo e prefiro seguir meu caminho adiante. Não tem nada que eu pudesse fazer “de melhor”, relacionado ao filme. Tive pouco a ver com ele.

FZ –
Há mais algum projeto seu sendo dirigido à telona (ou à telinha)? Fora a adaptação para seriado dos livros de 30 Dias de Noite, digo? (A propósito, isso ainda não chegou no Brasil. Vergonha, vergonha.)

BT - Há a possibilidade de algo com “Bem-vindo a Hoxford”, que creio ter uma chance… mas sei pouco mais que isso a respeito desse assunto.

FZ - Você fez algumas parcerias “explosivas” como, por exemplo, com Steve Niles e Warren Ellis. Há algum outro escritor com quem você gostaria de trabalhar?

BT - Nenhum em específico. Na realidade, eu simplesmente gosto de trabalhar com amigos ou em coisas interessantes. Fora isso, prefiro trabalhar sozinho.

FZ - A propósito… super-heróis. Agora nós entendemos em grande parte a atração do gênero: superpoderes são legais, há muito apelo visual, você pode incluir praticamente tudo nas tramas, fantasias de onipotência geralmente vendem porque são agradáveis e, francamente, quem gostaria de ler uma história sobre seu vizinho? Como resultado, temos a maior parte do mercado de quadrinhos voltado para super-heróis. Recentemente, entretanto, têm aparecido títulos e artistas (presente companhia incluída) que romperam esse paradigma de alguma maneira, apresentando histórias que enfocavam outras coisas, não apenas adultos em colantes com as cuecas por cima das calças. Temos 30 Dias de Noite, Walking Dead, Fall of Cthulhu, Unknown Soldier, Crossed, Do Androids Dream of Electric Sheep?, só pra citar os primeiros a pipocar na mente. Gostaria de saber suas ideias a respeito disso. As pessoas estão, finalmente, prontas para outros gêneros?

BT - Não. Não na América (do Norte), pelo menos. Será sempre dominada pelos super-heróis. É simplesmente o jeito que as coisas acontecem. Mas boas histórias sempre terão algum sucesso. E essas são as razões para os projetos que você citou terem alguma popularidade, penso eu.

FZ - Parece que quadrinhos e cinema estão apaixonados, nesses dias. Tem havido um número enorme de adaptações de quadrinhos para a telona. De novo, os primeiros, feitos recentemente, a pipocarem na mente como exemplos: Scott Pilgrim, O Besouro Verde, 30 Dias de Noite, Jonah Hex, sem mencionar os super-heróis Marvel e DC, como Lanterna Verde, Batman, Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, e assim por diante... você acha que isso se deve à indústria finalmente ter desenvolvido a tecnologia necessária para tornar essas histórias em “realidade cinematográfica”, já que necessariamente teriam um monte de efeitos especiais, ou há realmente uma demanda maior por fantasia? Se houver, por quê?

BT - É em sua maior parte devido a Holywood querer fazer uns bons dólares através de propriedade intelectual firmada, já que tiveram alguns sucessos com o tema. É o jeito que as coisas são. O dinheiro dirige o mercado. Sim, filmes visualmente maravilhosos podem ser feitos hoje, mas eles custam muito… e o consenso geral é o de que muitos filmes baseados em quadrinhos podem se tornar sucesso. Vamos ver quanto tempo dura essa tendência, na verdade.

FZ - Você trabalha em casa? Qual seu ritmo? Quantas horas por dia você trabalha, normalmente, quantas páginas são feitas durante essas horas, o que exatamente você faz nelas (lápis e/ou pinturas, etc.)? O que você costuma ouvir enquanto trabalha?

BT - No momento não tenho ritmo, e estou meio que correndo atrás da máquina em tudo... acabei de mudar para uma nova cidade, então realmente preciso organizar um novo estúdio o mair rápido possível. Geralmente eu trabalho à noite, até alta madrugada. Se ouço música enquanto trabalho, são frequentemente trilhas de filmes. Pra efeitos de ambientação.

FZ - Tenho 2 desafios de “os dez melhores” pra você: Quais as dez Graphic Novels mais visualmente atraentes, e quais os dez filmes/animações também mais visualmente atraentes? Isso é para o leitor se familiarizar com seu gosto e para efeito de comparação com sua produção.

BT - Eu não consigo fazer o jogo de “os dez melhores”… mal consigo pensar em dez de qualquer coisa por esses dias. Digo mais, isso é muito subjetivo e eu iria mudar de ideia constantemente. Mas Asilo Arkham, Palestina (de Joe Sacco) e 300 estariam lá em cima na lista.
Filmes... bom, Aliens, A Coisa, talvez Dark City. Muito visuais. De estilo um tanto tradicional, vistos agora, talvez. Mas eles funcionam.


FZ - Recentemente, em um blog brasileiro (VertigemHQ) que traduz e divulga seu trabalho, Wormwood, você fez um comentário que gerou uma enorme discussão. O que eu gostaria de perguntar é: o que você pensa dos scans? Eles ajudam a divulgar o trabalho ou são prejudiciais? Nesse caso específico, seus fãs brasileiros foram capazes de conhecer um de seus trabalhos que provavelmente não seria publicado aqui em muito tempo ainda. (Uma informação: o blog publicou seu PayPal para que os fãs pudessem contribuir com o trabalho do autor de que gosta, e argumenta que o objetivo seria a divulgação, em vez de meramente roubar os trabalhos.)

BT - Ah, isso foi um tempinho atrás... você quer dizer onde as pessoas roubam/pirateiam o trabalho, essencialmente (porque é isso o que é, e eu mesmo já baixei alguns filmes!)? Bom, a respeito de meu trabalho, as pessoas que fazem isso virtualmente garantem que meu trabalho não chegará nunca ao Brasil. Se havia pouca demanda por ele antes, certamente não haverá nenhuma se esse trabalho já está todo traduzido e baixado de qualquer maneira. Sou um peixe pequeno, só faço dinheiro através das vendas de meus quadrinhos, eu não sou pago pra fazer Wormwood. Então, é um pouco triste. E nunca vi nenhuma doação por PayPal, embora tenha sido uma cortesia legal, depois que eu pedi. Não há isso de “propagar a palavra”, “divulgar o trabalho”, entretanto. Ainda é basicamente roubar um artista que não vai ver nenhum benefício por seu trabalho duro. Eu posso compreender, claro, e também sou um hipócrita até certo grau, mas é assim que vejo o assunto.

FZ - Finalmente, alguma mensagem pra seus fãs no Brasil?

BT - Bem... olá! Obrigado até por saberem quem sou! Por favor comprem meus livros, se sabem ler em Inglês, ou peçam a editoras brasileiras que os publiquem... é o melhor jeito e me permite pagar meu aluguel. O que é uma coisa ótima de se fazer de vez em quando.

Matéria publicada no Farrazine #21 que você pode baixar aqui ou ler online aqui

sábado, 5 de março de 2011

FARRAZINE ENTREVISTA; JUAN DIAZ CANALES

O criador do BLACKSAD esteve nas páginas virtuais do Farrazine na edição #9
Confere aí embaixo como foi!


FARRAZINE - Oi Juan, muito obrigado por dar a honra da sua presença em nossa revista. Bom, nós gostariamos de saber, quais foram os autores que te inspirarán a escrever e desenhar? (Seja de livros ou quadrinhos)

JUAN - Muito obrigado a vocês pelo interesse no meu trabalho. Estas listas são obrigatoriamente parciais, porque é muito dificil levar em conta a todos os autores que marcaram você. No fim das contas sempre se esquece de alguns, coisa que dá muita raiva. De qualquer maneira, eu poderia citar alguns de referencia como Hugo Pratt, Goscinny, Will Eisner, todos esses nos quadrinhos e Joseph Conrad, Raymond Chandler ou Dashiel Hammet nos livros.

FARRAZINE - E como é o seu processo de criação de estórias ou desenhos?

JUAN - Nem sempre eu sigo o mesmo método, porque você tem que se adaptar as diferentes pessoas com quem trabalha. Ainda assim, meu método de trabalho costuma seguir esses passos: Começo de uma idéia básica onde vai se desenvolver a estória (Por exemplo, a vingança, o ódio, um amor impossível...) A partir de aí, recolho idéias sobre os personagens, situações e lugares que eu gostaria de incluir no relato. Uma vez que decido quais personagens vão sair, escreve breves resenhas biográficas de cada um, tendo em conta que relação que existe entre eles e os sucessos que os relaciona com a estória que quero contar. Finalmente passo a estruturar a estória de uma maneira sequenciada como no cinema, e por último escrevo os diálogos.

FARRAZINE - Conta pra gente Juan... Sobre BlackSad, como foi a idéia de juntar animais com o clima noir de detetives do anos 40/50, que tão bem e perfeito ficou na Graphic Novel?

JUAN - A idéia inicial era utilizar o potencial dos códigos das fábulas aplicados a uma estória de gênero negro. Ou seja, aproveitar a grande quantidade de informação que nos fornece os clichês tradicionais das estórias de animais. Cada animal representa por si mesmo umas
qualidades que não precisa-se descrever, nós reconhecemos diretamenta ao ver sua imagem (A astúcia da Raposa, a agilidade do gato, etc...) 
O sucesso dessa fórmula é responsabilidade, em grande parte, do excepcional trabalho do meu compradre Juanjo Guarnido, que foi capaz de sair vitorioso do enorme desafio que era mesclar, com tanta maestría, o lado realista da novela negra com o gênero antropomórfico.

FARRAZINE - E como foi trabalhar com Juanjo Guarnido? Vendo BlackSad, dá a impressão que vocês fazem uma dupla perfeita, como Lennon e Mcartney na música...

JUAN - Pois um prazer e auténtico luxo! Tanto a nível humano, como artístico. Sempre tivemos muita química e acho que, afortunadamente, isso se percebe no acabamento final. Nos conhecemos trabalhando em um estudo de animação e acho que isso nos beneficiou enormemente ao assumir uma dinámica de trabalho em equipe, onde prima mais a obra que qualquer outro tipo de interesse pessoal. O intercambio de idéias e opiniões era continuo e acho que ambos crescemos artisticamente graças a nossa colaboração com a série. Em qualquer caso, espero que não terminemos como Lennon e Mcartney...

Juanjo Guarnido e Juan Diaz Canales

FARRAZINE -  Nós esperamos o mesmo e temos certeza que não... pelo bem da cultura! Em "Arctic-Naction" se fala do racismo, que é um tema bem complexo. Como foi a inspiração para escrever de maneira tão soberba as aventuras de John BlackSad?

JUAN - Desgraçadamente a inspiração mais direta para um assunto como o racismo, é a crua realidade. Apesar de estar ambientada nos anos
50, o problema da desigualdade está presente em demasiados lugares do nosso planeta hoje. Nem sequer acho que está completamente solucionado nos EUA...

Continue a ler a entrevista aqui ou baixe a edição aqui

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FARRAZINE ENTREVISTA; D.T.C. Comics

A comics brasileira que luta por reconhecimento.
 
Digam-me, fiéis fãs de quadrinhos, quem nunca quis ver (ou ao menos pensou) em HQs nacionais? Um universo todo feito de personagens brasileiros, uma comics que fosse encontrada facilmente nas nossas bancas e fosse tão boa quanta as internacionais. Pois bem, é ai que surge a D.T.C. Comics, criada por Diogo Tavares Costa, que tem como objetivo, fazer com que esta Comics brasileira dispute de igual para igual com grandes comics internacionais (como Marvel e DC). Há pouco tempo eles estão no mercado, mas vêem ganhando espaço aos poucos (inclusive, a edição n° 2 vendeu um mil exemplares publicados em um mês). Por enquanto eles possuem apenas uma revista, a Ecos Sombrios, que terá nova impressão da segunda edição e uma impressão de releitura da primeira, além disso, a terceira está para sair, e em fevereiro, um novo quadrinho será lançado pela comics, o Universo D.T.C.
Pois bem, para que saibam mais sobre esta D.T.C., entrevistei Amanda Ferreira Katrablc, segunda diretora da D.T.C. e roteirista também.
Tivemos uma boa conversa, inclusive eu aprendi muito também sobre a D.T.C.. Bom, mas sem mais embolação, ai vai a entrevista:


Entrevistada: Amanda Ferreira a segunda na diretoria da D.T.C e roteirista.

FARRAZINE - Quando surgiu a idéia de uma comics brasileira que concorresse com diversas outras grandes comics?

Amanda - Tudo começou com a idéia de fazer algo de qualidade aqui no Brasil, criar um universo de heróis que saísse um pouco do que sempre criaram por aqui... Se você analisar, o Guardião (assim como seu universo) é totalmente diferente dos demais heróis nacionais, foi daqui que começou a grande demanda de público pelos títulos da D.T.C.. É difícil... O Diogo (diretor da D.T.C.) assim como toda a equipe se esforça muito. No inicio tivemos a saída de muita gente, e isso dificultou muito.

FARRAZINE - Todos sabem que a criação de uma nova comics não é algo fácil. Quais as dificuldades que vocês tiveram de enfrentar até a concretização da D.T.C.?

Amanda - “Falta de união com artistas da terra”, esse foi o nosso pior obstáculo. Muitos querem fama antes do tempo, e muito dinheiro... a maioria das pessoas que saíram da equipe de inicio, pensavam assim: queriam fama, nome e dinheiro, e isso atrapalhou muito nosso processo de produção.
Uma barreira que foi quebrada foi a questão do preconceito. Sofremos no inicio, tipo, alguns olhavam e diziam "credo, quadrinho brasileiro, tô fora", isso é algo que estamos quebrando a cada mês de luta.

FARRAZINE - Por que, em sua opinião, há esse preconceito por quadrinhos brasileiros?

Amanda - A meu ver, pelo fato de terem feito muita merda! Tipo, muitos pensam que quadrinho brasileiro é apenas índios, pornografia, contos de lendas, ou copias de heróis americanos. Isso foi uma herança que foi deixada para nós, muitos ainda insistem nessa temática. A Ecos tem provado que é um quadrinho sério, mostrando uma nova temática inspirada na nova visão ótica dos quadrinhos mundiais, estilo europeu, Sandman e por ai...

FARRAZINE - E como está sendo aceita a D.T.C. pelos brasileiros, agora que vocês mostraram que também podem fazer material de qualidade?

Amanda - Está sendo ótima, tem muita gente que ainda não conhece a revista e procura a gente para obter alguma edição. Estamos aprendendo com os erros e colocando a Ecos num patamar que muita gente gostaria de estar (principalmente em relação a publico, dificilmente uma HQ nacional possui um publico fixo de mais de mil leitores, é algo raro, e sabemos disso porque vendemos revistas, e quando acaba o estoque a gente pensa "Poxa, precisamos fazer mais", e isso é legal). Olha... a chegada do papel Pisa Brait (o mesmo utilizado pela Panini em suas edições) foi fundamental para isso também, todos os leitores gostaram muito do material.
Eu estou conversando com mais de vinte pessoas, e com todas é apenas um assunto: Guardião.

FARRAZINE - Quando vocês puderam ter o prazer de ver o primeiro HQ da D.T.C. publicado e sendo vendido junto a outros grandes HQs?

Amanda - Foi no final de 2007. Lançamos a Ecos n°1 (Teste) para ver qual seria a reação do publico, e foi super positiva... Poderíamos ter lançado outra em curto tempo, mas ai veio o problema das pessoas que trabalhavam com a gente, a fama subiu a cabeça, e o projeto parou, pelo fato da gente não ter equipe de produção... Mas é um problema que graças a Deus foi resolvido.

FARRAZINE - Em média, com quantas pessoas conta a equipe atual da D.T.C.?

Amanda - No total de 13 pessoas.

FARRAZINE - Não há certa dificuldade para manter as revistas com 13 pessoas?

Amanda - Não, tipo, só para o título da Ecos, ficam 5 pessoas: roteirista, desenhista, arte-finalista, letreador e diagramador e por último, o revisor. Estamos colocando mais um título nas bancas, são mais cinco pessoas. Fora os especiais que estão programados para o ano. A galera se entendi numa boa, um ajudando o outro e a produção anda de forma perfeita.



FARRAZINE - Falando dos projetos, o que aguarda os leitores neste ano? Quais os especiais? (caso você possa divulgar, lógico)

Amanda - Bom... a Ecos continua com força total, entra em cena o novo título: Universo D.T.C, que irá mostrar outros personagens da D.T.C, e no segundo semestre, sai o especial Silêncio Mortal (Guardião e Lobo Guará de Carlos Henry). O mar de Sangue ainda está sendo estudado... Temos em mente também, lançar uma revista estilo Wizmania, mas só de quadrinhos nacionais, porem, estamos estudando ainda!


FARRAZINE - Tratando mais desse universo criado por vocês, pode nos contar um pouco sobre os personagens da D.T.C.? (tenho conhecimento apenas do Guardião e Vitrine)

Amanda - Olha só, dos outros personagens, realmente é ultra secreto, ainda pelo fato, que só queremos divulgar quando todo material estiver pronto para impressão, tipo, um mês antes estaremos divulgando na net outros personagens do universo D.T.C...


Entrevista publicada no Farrazine #10 que você pode ler completa online aqui ou baixá-lo aqui

***
 
Para aqueles que ficaram interessados e pretendem adquirir as edições da D.T.C., é possível fazê-lo por pedidos pelo e-mail Diogo.t.c@hotmail.com
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FARRAZINE ENTREVISTA; EDUARDO RISSO

Foi na edição nº 12 do zine que tivemos a participação "del hermanito" Eduardo Risso com um bate-papo sobre quadrinhos (obviamente!), influências, prêmio Eisner e a "maldosa" pergunta; "Pelé ou Maradona"?

Confere aí como foi!

FARRAZINE – Oi, Eduardo, obrigado por dedicar um pouquinho do seu tempo nesse bate-papo... A verdade é que admiramos muito seu trabalho, e umas das coisas que gostaríamos de saber de ti é de onde vêm as referências para o seu desenho. Dá para perceber que as páginas estão repletas de sombras, o que torna a arte ainda mais atrativa aos leitores. Inclusive há um filme, chamado “Desbravadores” (“Pathfinder”, 2007) que se assemelha muito ao seu trabalho nos comics...
Eduardo Risso - Enriquecer as estórias com bons detalhes é algo que sempre pretendo. Incomodava-me muito, quando era criança – e segue acontecendo – ao observar erros históricos ou geográficos nos comics desenhados por profissionais. É algo que um verdadeiro profissional não deve permitir. Hoje em dia, não existem desculpas para não encontrar boas referências, exceto se resides em um país sumamente marginalizado, que não te permita acesso à Internet, gráfica ou fotografia.
Com as sombras é diferente. Sinto-me nu sem elas. Aprendi a usá-las por necessidade, primeiro, e por prazer, depois. Dão ou tiram o dramatismo de uma história, dependendo de como se use.


FARRAZINE – Quais são os melhores roteiristas para você, atualmente? E qual você gosta mais em todos os tempos?
Eduardo Risso - Não me atreveria a dizer um em particular, desfrutei de cada aventura no seu momento. É que eu entendo os comics como um conjunto, onde o texto se cruza com os gráficos para alimentar-se entre eles constantemente. Um bom produto final não depende só de estar bem escrito ou bem desenhado, e sim a soma de ambos.

FARRAZINE – Quando surgiu seu interesse pelos quadrinhos?
Eduardo Risso - Desde pequeno senti atração por eles. Não sabia ler ainda e já devorava as páginas de quadrinhos, observando cada detalhe e procurando sobre o que falava a história, pela sua narração gráfica. Depois disso, veio a ideia lógica de desenhar os personagens e, desde adolescente, a certeza que, fazendo isso, sentia-me maravilhosamente bem.

FARRAZINE – A melhor HQ que você leu, qual foi?
Eduardo Risso - Não tenho nenhuma. Os quadrinhos para mim são como os filmes ou as novelas, sou fissurado em todos os gêneros. Como tal, ao descobrir uma nova pérola, supera minhas expectativas sobre o anterior que li, mas não tiro mérito nenhum dele por isso.




FARRAZINE – O que você acha dos prêmios Eisner dos garotos brasileiros Bá, Moon e Grampá? Qual é a impressão que você tem do trabalho deles?
Eduardo Risso - Excelente! Eu desconhecia essa notícia. Eles merecem, não só porque são amigos de muito tempo, mas sim porque estão fazendo muitos trabalhos bons. Com o talento que têm, entenderam perfeitamente os códigos da profissão e estão tirando bom proveito disso. Um prêmio é algo que se mantém com mais trabalho e melhor qualidade, embora deixe uma certeza de que está indo pelo bom caminho.

FARRAZINE – Você e Brian Azzarello são os responsáveis por um dos melhores quadrinhos da atualidade (100 Balas), considerado já um clássico do selo Vertigo (DC). Quando vocês se deram conta de que estavam FAZENDO HISTÓRIA dentro do mercado de comics?
Eduardo Risso - Acho que foi no momento em que as críticas, tanto especializadas como dos leitores, coincidiram em interessar-se pela HQ.

FARRAZINE – E o futuro Edu, o que gostaria de fazer (seja dentro do mercado de comics ou não)? Quais são os seus projetos?
Eduardo Risso - Tenho assinado um contrato exclusivo com a DC por três anos. Dentro desse período, tenho que fazer alguns trabalhos, mas nenhum muito grande. Quero descansar um pouco das séries regulares. Também quero começar um projeto com meu amigo e roteirista Carlos Trillo.


FARRAZINE – E a pergunta que não pode faltar... Pelé ou Maradona? (risos)
Eduardo Risso - Ambos… a qualquer um que goste de futebol desfruta vendo Messi ou Ronaldinho. O resto é folclore.

FARRAZINE – Muito obrigado Edu, e sucesso sempre!
Eduardo Risso - Obrigado a vocês, um abraço!

Para continuar a leitura online e poder ver outras matérias do zine, clique aqui

Se você quiser baixar essa edição em pdf, pode clicar aqui

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FARRAZINE ENTREVISTA; LILIAN MITSUNAGA



Creio que essa desastrada tentativa serve para mostrar a importância do letreiramento em uma história em quadrinhos. E quando falamos nas letras que preenchem aqueles balões de diálogos e textos, aposto minha coleção do Batman que o primeiro nome que virá à mente do leitor é o de Lilian Mitsunaga. Ao menos na mente do leitor mais experiente, na falta de expressão melhor. (Não, isso não significa que você colocará as mãos na minha coleção do Batman).
Faça um teste: Escolha uma revista qualquer, lá no fundo do seu baú. Em algum lugar você vai achar o nome dela!

Há quase trinta anos trabalhando nesta área, Lilian é praticamente sinônimo de letreiramento. Essa arquiteta de formação começou a trabalhar na Editora Abril em 1980, na criação de letras para as revistas em quadrinhos da editora. Para se ter idéia; em um tempo em que o trabalho era completamente manual, com nanquim sobre vegetal, Lilian letreirou a primeira edição de Batman da Abril; a primeira edição de Conan; e mais toneladas e toneladas de outros títulos da editora.
Ainda hoje ela continua na área, através de seu estúdio Lua Azul, que faz trabalhos tanto para a Abril, como para a Conrad, Compania das Letras, entre outras.
A diferença é que hoje a experiência no uso do bom e velho nanquim, deu lugar ao uso talentoso de softwares.

E nesta edição, temos a honra de apresentar uma entrevista com esse ícone dos quadrinhos no Brasil. Entrevista esta conseguida na raça e na coragem (também conhecida como cara-de-pau) do colega Beto “Palhastro” Brandão Pires.
* texto original de introdução de Marcelo Mainardi



FARRAZINE - Quero saber um monte de coisas! Mas só tenho algumas perguntas precipitadas. Se puder responder qualquer uma que seja...
Lilian Mitsunaga - Olá! Vamos lá. Vou responder algumas, ok?

FARRAZINE - Seu nome completo.
Lilian Mitsunaga - Lilian Toshimi Mitsunaga Farias

FARRAZINE - Alguma HQ mudou a sua maneira de ver o mundo?
Lilian Mitsunaga - Acho que nenhuma HQ poderia mudar a maneira de alguém ver o mundo, mas a somatória de tudo o que você ler durante a sua vida pode ajudar a compreender melhor as pessoas e as diferenças que nele existem. Cultura nunca é demais, seja ela em qualquer tipo de manifestação, inclusive os quadrinhos.

FARRAZINE - Que artista mais influenciou a sua carreira?
Lilian Mitsunaga - Acho que meus pais. Eles foram responsáveis pela minha educação e disciplina. Meu pai já é falecido, mas os dois pintaram quadros, aquarelas, retratos durante a vida toda e gosto de pensar que me espelhei neles. Talvez não seja a resposta que você esperava, mas nestes anos todos trabalhando com quadrinhos, não saberia apontar um quadrinista específico. Foram tantas revistas e, sinceramente, nunca parei pra pensar nisso. Não poderia esquecer minha irmã, Marli, uma arte-finalista de mão cheia e que me deu muitas dicas de quais penas usar para os trabalhos. Se alguém me influenciou, foi ela. Vivia dizendo pra eu fazer balões com peninha que ficavam mais bonitos e tal. Era verdade.

FARRAZINE - Que HQ você mais lê?
Lilian Mitsunaga - Sinceramente? A que eu estiver letreirando (risos). Bem, pra dizer a verdade, eu era consumista voraz de quadrinhos quando pequena. Aprendi a ler bem cedo e lia tudo o que caísse no meu colo, de fábulas dos Irmãos Grimm a HQs. Desde os 5 anos, lia Disney, as histórias do Mickey detetive, as grandes aventuras dos patos de Carl Barks (só mais tarde fui descobrir que eram dele as hqs que eu mais gostava), A Turma da Mônica e Super-Heróis. Meu irmão era sócio da biblioteca da cidade e me trazia sempre livros de histórias pra ler. O namorado da minha irmã mais velha fez uma pilha de quase um metro de altura com as revistas do Super-Homen, Superboy, Batman e trouxe pra eu ler nas minhas férias escolares. Eu lia tudo. A contradição é que, quando comecei a trabalhar com isso, parei de ler, por absoluta falta de tempo.

FARRAZINE - Dê um exemplo de uma HQ muito boa mas desvalorizada.
Lilian Mitsunaga - Não apontaria uma HQ, mas todos os artistas nacionais que precisam se desdobrar pra sobreviver.

FARRAZINE - Cite uma HQ que frustrou suas melhores expectativas.
Lilian Mitsunaga - A série Vagabond. Desenho fantástico que foi abandonada pelo autor.

***
Entrevistador:  José Alberto Brandão Pires

A entrevista completa saiu na edição número #11 que você pode terminar de ler online mesmo aqui

Se quiser baixar a edição, o link é aqui

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FARRAZINE ENTREVISTA; MAURÍCIO DE SOUSA

A edição 12 do zine trouxe a entrevista com uma das lendas vivas da infância de todo brasileiro. O pai da "Turma da Mônica"!!! 

Deixamos uma prévia da edição abaixo para vocês lerem, ok?


FARRAZINE – Mauricio, antes de mais nada, o FARRAZINE agradece a sua gentileza em nos conceder essa entrevista! Vamos começar com a pergunta que todo mundo sempre faz: você tinha alguma noção de que seu trabalho se tornaria praticamente a única experiência bem-sucedida e duradoura em quadrinhos no Brasil, além de um fenômeno cultural que atravessaria gerações, por mais de 40 anos?

MAURICIO – Meu desejo era planejar bem o lançamento das historietas, montar uma equipe, e ir galgando as etapas naturais dessa atividade: história em quadrinhos para jornais, revistas, depois desenhos animados, licenciamento, filmes para cinema, parques temáticos... Só não planejei a Internet. Não sou adivinho!...
Quanto ao sucesso... ninguém planeja sucesso. Planeja-se fazer um serviço bem feito. Que, se se mantiver, vira sucesso.

FARRAZINE – Hoje, você tem uma grande equipe trabalhando com você. Como era no começo? Você escrevia, desenhava, arte-finalizava e quadrinizava tudo sozinho? A gente precisava de um cara que nem você, aqui no FARRAZINE...

MAURICIO – No começo, eu fazia tudo sozinho. Inclusive, saía para vender. Daí, decidi optar por um trabalho de equipe, não um trabalho de autor. Era a forma de enfrentar a concorrência internacional, que dominava tudo.



FARRAZINE – Uma de nossas entrevistadas recentes, Jussara Nunes (que escreve, desenha e publica uma webcomic, "Turn to Fall", há vários anos, disponível no site http://hqexperimental.blogspot.com nos contou que seu sonho era "trabalhar com o Mauricio de Sousa". Qual o caminho que um artista ou escritor deve seguir para realizar esse sonho?

MAURICIO – Se desejar trabalhar conosco, terá que conhecer nosso estilo, desenho, tipo de roteiro (se quiser escrever), animação em computação gráfica...
Se quiser se dedicar à produção de historietas, tem que estudar os bons autores, copiar seus desenhos, observar bem o estilo – e ler. Ler muito. Instruir-se.

FARRAZINE – Os artistas e escritores que trabalham na sua equipe lidam com um universo e personagens pré-definidos. Quanta liberdade de criação eles têm? Há espaço para um trabalho mais autoral? Algum membro de sua equipe desenvolve trabalhos paralelos na área?

MAURICIO – Nossos artistas até podem desenvolver trabalhos fora do nosso estúdio. Mas eu prefiro que eles se dediquem à Turma da Mônica. É onde encontram boas condições para crescer.



FARRAZINE – Como você vê o fato recente de fãs poderem baixar da internet as manifestações artísticas de que gostam, inclusive HQs?

MAURICIO – Por trás dessa ação, às vezes carinhosa ou curiosa, há o perigo da pirataria, da dilapidação do direito autoral. Não vejo com bons olhos.

FARRAZINE – Falando sobre a Turma da Mônica Jovem, como surgiu a idéia de deixar os personagens "crescerem" (o que era um sonho de muitos leitores...)?

MAURICIO – Era um sonho meu, também! E daí, resolvi que iria fazê-los crescer, acrescentando o toque mangá, já que o público-alvo está consumindo este tipo de material.

FARRAZINE – Por que a opção pelo mangá? Aliás, levando-se em conta que a Turma da Mônica sempre teve olhos grandes, expressivos, e traços simplificados, características deste estilo, desde muito antes que se falasse em mangá no Brasil, você não acha que foi você quem influenciou os atuais aspirantes a mangakás?

MAURICIO – Não tenho essa pretensão... embora nosso material tenha sempre sido primo-irmão do mangá japonês.




FARRAZINE – Momento da crítica: entendemos a idéia de dar um argumento tipo mangá a histórias que se decidiu desenhar nesse estilo; mas você não acha que, nesses tempos de "High School Musical", poder-se-ia tratar mais das relações e dos problemas dos adolescentes em que a turma se tornou – o que é, de certo modo, o cerne dos argumentos da Turma da Mônica original, e não foge ao universo mangá – e não enveredar pelo caminho de nos "revelar" que os pais dos meninos, que nós sempre conhecemos como pessoas comuns, muito parecidos com os pais que temos e (no meu caso, ao menos) somos, eram encarnações de antigos samurais?!

MAURICIO – Fantasias necessárias num projeto novo... Para se firmar na qualidade e na polêmica. A Turma Jovem, aos poucos, vai encontrando o caminho natural.

FARRAZINE – A Turma da Mônica Jovem seguirá uma cronologia a ser respeitada (nos moldes das HQs de super-heróis e mangás em geral, em que um evento afeta a realidade, e permanece fazendo parte do "passado" dos personagens)?

MAURICIO – Nas nossas histórias, suavemente, sempre aconteceu isso. No atual estilo “mangá brasileiro” da Turma Jovem, isso pode ser mais evidente. E vai ser.

FARRAZINE – Depois de diversas experiências bem-sucedidas com filmes de animação, você não considera seguir o caminho trilhado por outros personagens de quadrinhos e fazer um filme live-action, com atores?

MAURICIO – Há estudos pra isso. Inclusive em Hollywood! A Editora Panini está intermediando.

FARRAZINE – A Mônica original foi criança e adolescente durante um tempo em que a Mônica dos quadrinhos já era um mito. Como foi a experiência de ser a "encarnação" de uma personagem adorada por tanta gente?

MAURICIO – Eu sempre tive cuidado para separar a ficção da realidade. A Mônica [real] começou a descobrir que era a Mônica do gibi depois que entrou no primário (hoje ensino fundamental). Daí, já havia estabelecido personalidade, comportamento, sua situação no mundo. E então, não havia mais perigo de desvios de personalidade.

FARRAZINE – Mauricio, obrigado de novo. E se você, um dia, quiser desenhar uma história em quadrinhos e não tiver onde publicar, é só procurar o FARRAZINE. Pra você, a gente dá um jeito...

MAURICIO – Obrigado. Até a próxima!


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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

FARRAZINE ENTREVISTA; MIKE DEODATO

Na edição nº 8 do Farrazine tivemos a participação em uma entrevista com o Deodato Taumaturgo Borges Filho, mais conhecido como Mike Deodato, atual desenhista dos Secret Avengers, da Marvel, junto com o roteirista Ed Brubaker.

Na época, finalzinho de 2008, o Mike tava desenhando o Wolverine, e sua técnica de luz e sombra estavam cada vez mais impressionantes!


Lê aí uma prévia de como foi:


Farrazine - Você trabalhou com alguns dos mais destacados personagens das HQs, tem algum especificamente que você considera mais memorável?
Mike - Desenhar Wolverine é o ponto alto de minha carreira, tanto artísticamente, quanto pessoalmente. Sempre quis desenhar o baixinho  e finalmente estou tendo a chance. Estou produzindo as melhores páginas de minha vida nesta série.


Farrazine - Quais foram as primeiras HQs que você leu que lhe marcaram? Quais HQs lê hoje em dia? 
 Mike - Defensores foi a revista que mais me marcou. Eu adorava as histórias de Steve Englehart, com desenhos do Sal Buscema. Acho que eu tinha uns doze anos na época. Hoje em dia leio Alan Moore, Berardi, Miller, Gaiman, Morrison...




Farrazine - Você acha que os prêmios Eisner ganhados por Moon, Bá e Grampá, podem sacudir de uma vez por todas o mercado de HQ´s nacional?
Mike - Eles são extremamente talentosos mereceram o prêmio. Espero mesmo que isso sirva de incentivo pra outros criadores nacionais...



Farrazine - Quem foram suas principais influencias dentro das HQs?
Mike - A lista vai longe, mas eu citaria Eisner, Adams, Giordano, Wrightson, Gulacy e Steranko entre os principais.




Farrazine - Qual roteirista você mais gostou de trabalhar? E qual o que você ainda não trabalhou e gostaria de trabalhar?
Mike - Warren Ellis é o meu favorito, não de um ponto de vista pessoal, já que tivemos quase nenhuma comunicação, mas simplesmente porque ele escreve muito, muito bem. Eu gostaria de tranbalhar algum dia com  Moore, Miller, Gaiman, Millar.e Morrison.


Farrazine - Tem algum projeto novo Mike que possa contar pra gente?
Mike - Wolverine é meu mais novo projeto. Agora em Setembro saem meu primeiro número de Wolverine: Origins e um especial chamado Wolverine: Roar.




Farrazine - E o nosso zine, que cê achou do projeto?
Mike - Zine?? Vocês fazem um trabalho profissional! Parabéns! :)



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