sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FARRAZINE ENTREVISTA; MAURÍCIO DE SOUSA

A edição 12 do zine trouxe a entrevista com uma das lendas vivas da infância de todo brasileiro. O pai da "Turma da Mônica"!!! 

Deixamos uma prévia da edição abaixo para vocês lerem, ok?


FARRAZINE – Mauricio, antes de mais nada, o FARRAZINE agradece a sua gentileza em nos conceder essa entrevista! Vamos começar com a pergunta que todo mundo sempre faz: você tinha alguma noção de que seu trabalho se tornaria praticamente a única experiência bem-sucedida e duradoura em quadrinhos no Brasil, além de um fenômeno cultural que atravessaria gerações, por mais de 40 anos?

MAURICIO – Meu desejo era planejar bem o lançamento das historietas, montar uma equipe, e ir galgando as etapas naturais dessa atividade: história em quadrinhos para jornais, revistas, depois desenhos animados, licenciamento, filmes para cinema, parques temáticos... Só não planejei a Internet. Não sou adivinho!...
Quanto ao sucesso... ninguém planeja sucesso. Planeja-se fazer um serviço bem feito. Que, se se mantiver, vira sucesso.

FARRAZINE – Hoje, você tem uma grande equipe trabalhando com você. Como era no começo? Você escrevia, desenhava, arte-finalizava e quadrinizava tudo sozinho? A gente precisava de um cara que nem você, aqui no FARRAZINE...

MAURICIO – No começo, eu fazia tudo sozinho. Inclusive, saía para vender. Daí, decidi optar por um trabalho de equipe, não um trabalho de autor. Era a forma de enfrentar a concorrência internacional, que dominava tudo.



FARRAZINE – Uma de nossas entrevistadas recentes, Jussara Nunes (que escreve, desenha e publica uma webcomic, "Turn to Fall", há vários anos, disponível no site http://hqexperimental.blogspot.com nos contou que seu sonho era "trabalhar com o Mauricio de Sousa". Qual o caminho que um artista ou escritor deve seguir para realizar esse sonho?

MAURICIO – Se desejar trabalhar conosco, terá que conhecer nosso estilo, desenho, tipo de roteiro (se quiser escrever), animação em computação gráfica...
Se quiser se dedicar à produção de historietas, tem que estudar os bons autores, copiar seus desenhos, observar bem o estilo – e ler. Ler muito. Instruir-se.

FARRAZINE – Os artistas e escritores que trabalham na sua equipe lidam com um universo e personagens pré-definidos. Quanta liberdade de criação eles têm? Há espaço para um trabalho mais autoral? Algum membro de sua equipe desenvolve trabalhos paralelos na área?

MAURICIO – Nossos artistas até podem desenvolver trabalhos fora do nosso estúdio. Mas eu prefiro que eles se dediquem à Turma da Mônica. É onde encontram boas condições para crescer.



FARRAZINE – Como você vê o fato recente de fãs poderem baixar da internet as manifestações artísticas de que gostam, inclusive HQs?

MAURICIO – Por trás dessa ação, às vezes carinhosa ou curiosa, há o perigo da pirataria, da dilapidação do direito autoral. Não vejo com bons olhos.

FARRAZINE – Falando sobre a Turma da Mônica Jovem, como surgiu a idéia de deixar os personagens "crescerem" (o que era um sonho de muitos leitores...)?

MAURICIO – Era um sonho meu, também! E daí, resolvi que iria fazê-los crescer, acrescentando o toque mangá, já que o público-alvo está consumindo este tipo de material.

FARRAZINE – Por que a opção pelo mangá? Aliás, levando-se em conta que a Turma da Mônica sempre teve olhos grandes, expressivos, e traços simplificados, características deste estilo, desde muito antes que se falasse em mangá no Brasil, você não acha que foi você quem influenciou os atuais aspirantes a mangakás?

MAURICIO – Não tenho essa pretensão... embora nosso material tenha sempre sido primo-irmão do mangá japonês.




FARRAZINE – Momento da crítica: entendemos a idéia de dar um argumento tipo mangá a histórias que se decidiu desenhar nesse estilo; mas você não acha que, nesses tempos de "High School Musical", poder-se-ia tratar mais das relações e dos problemas dos adolescentes em que a turma se tornou – o que é, de certo modo, o cerne dos argumentos da Turma da Mônica original, e não foge ao universo mangá – e não enveredar pelo caminho de nos "revelar" que os pais dos meninos, que nós sempre conhecemos como pessoas comuns, muito parecidos com os pais que temos e (no meu caso, ao menos) somos, eram encarnações de antigos samurais?!

MAURICIO – Fantasias necessárias num projeto novo... Para se firmar na qualidade e na polêmica. A Turma Jovem, aos poucos, vai encontrando o caminho natural.

FARRAZINE – A Turma da Mônica Jovem seguirá uma cronologia a ser respeitada (nos moldes das HQs de super-heróis e mangás em geral, em que um evento afeta a realidade, e permanece fazendo parte do "passado" dos personagens)?

MAURICIO – Nas nossas histórias, suavemente, sempre aconteceu isso. No atual estilo “mangá brasileiro” da Turma Jovem, isso pode ser mais evidente. E vai ser.

FARRAZINE – Depois de diversas experiências bem-sucedidas com filmes de animação, você não considera seguir o caminho trilhado por outros personagens de quadrinhos e fazer um filme live-action, com atores?

MAURICIO – Há estudos pra isso. Inclusive em Hollywood! A Editora Panini está intermediando.

FARRAZINE – A Mônica original foi criança e adolescente durante um tempo em que a Mônica dos quadrinhos já era um mito. Como foi a experiência de ser a "encarnação" de uma personagem adorada por tanta gente?

MAURICIO – Eu sempre tive cuidado para separar a ficção da realidade. A Mônica [real] começou a descobrir que era a Mônica do gibi depois que entrou no primário (hoje ensino fundamental). Daí, já havia estabelecido personalidade, comportamento, sua situação no mundo. E então, não havia mais perigo de desvios de personalidade.

FARRAZINE – Mauricio, obrigado de novo. E se você, um dia, quiser desenhar uma história em quadrinhos e não tiver onde publicar, é só procurar o FARRAZINE. Pra você, a gente dá um jeito...

MAURICIO – Obrigado. Até a próxima!


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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WONDER YEARS


Sabe aquele sentimento de saudade - não uma saudade ruim, de querer estar perto de alguém e não poder, mas sim uma saudade gostosa, de saber que você esteve em algum lugar ou viveu algo, e saber que foi bom, e saber que aquilo passou, e que não pode mais voltar, mas ainda assim estar feliz, pois aquilo permanecerá imutável, lá no passado? Pois é assim que eu gosto de definir nostalgia.

"Crescer acontece muito depressa. Um dia, você está de fraldas, e no outro já está indo embora. Mas as lembranças da infância permanecem com você durante muito tempo. Lembro-me de um lugar... uma cidade, uma casa... Como todas as outras casas... Um jardim, como todos os outros...  numa rua, como todas as outras. E, depois de todos esses anos, eu continuo a me lembrar... com admiração."

Para quem não conhece, a série Wonder Years narra os eventos da vida de Kevin Arnold (Fred Savage), justamente a partir de seus 12 anos.

O mais bacana pra mim é que, quando pude acompanhar essa série, tinha a mesma idade do personagem e, mesmo a série baseando-se no final dos anos 60 e início de 70, conseguia me identificar com os desafios e alegrias mostrados na tela. Lembro de acompanhar os episódios com todos em minha casa, a cada dia! Posso dizer que era um momento prazeroso, um tempo bom de passar com os pais e irmãos.

A frase destacada acima é o texto de conclusão da série. Toda a série traz reflexões sobre a vida, a família. Mostra-nos como coisas simples são importantes, e devemos prestar atenção a cada momento, pois a vida passa muito depressa.

Recentemente, comecei a rever os episódios, desde o início, e me pego com os olhos cheio de lágrimas diversas vezes. Às vezes, rindo de mim mesmo, relembrando coisas parecidas às que vivi. Kevin Arnold tem um amigo inseparável, que é muito parecido a um amigo que tive na infância, e que veio a falecer. Não sei se por isso ou por outros dramas, me pego chorando várias vezes.

Mas, no fim, sempre é aquela saudade bacana que fica.

A série veio num momento crucial pra NBC, que estava quase pra fechar as portas. Foi quando Carol Black e Neal Marlense chegaram com o roteiro de "The Wonder Years". Depois do elenco escolhido e de cada detalhe da ambientação e locação estar acertado, rodaram o episódio-piloto, que nos apresenta a família Arnold, a vizinhança e todo o "American Dream", no melhor do seu "American Way of Life".

O piloto foi ao ar logo após um Super Bowl (como é conhecida a final da NFL), ou seja, o grande teste de audiência seria ali. E a série passou.

Tocando exatamente numa das feridas americanas, o drama da guerra do Vietnã. A série emplacou e mais 4 episódios foram encomendados. E depois mais uma temporada, e mesmo com os criadores da série deixando o projeto, eles conseguiram segurar a qualidade do roteiro, mantendo o mesmo elenco por 5 temporadas.

Mas algo era inevitável: os personagens cresceram, e tornaram-se adultos. A série então chegou ao fim e, assim como acontece na nossa vida, nem sempre é o fim que esperamos; e nem por isso deixa de valer.

Outro ponto forte da série é sua trilha sonora, com músicas da época da série. Vemos grandes clássicos do rock, o que não deixa de ser um mais um presente para quem assiste!

Veja uma prévia da abertura


É provavél que vocês já tenham visto um episódio, ou até a série. Deixo aqui o incentivo pra quem ainda não conhece: permita-se o prazer de vê-la e, e pra quem já viu... reveja!



Resenha escrita por Snuckbinks originalmente publicado no Farrazine #12

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

FARRAZINE ENTREVISTA; MIKE DEODATO

Na edição nº 8 do Farrazine tivemos a participação em uma entrevista com o Deodato Taumaturgo Borges Filho, mais conhecido como Mike Deodato, atual desenhista dos Secret Avengers, da Marvel, junto com o roteirista Ed Brubaker.

Na época, finalzinho de 2008, o Mike tava desenhando o Wolverine, e sua técnica de luz e sombra estavam cada vez mais impressionantes!


Lê aí uma prévia de como foi:


Farrazine - Você trabalhou com alguns dos mais destacados personagens das HQs, tem algum especificamente que você considera mais memorável?
Mike - Desenhar Wolverine é o ponto alto de minha carreira, tanto artísticamente, quanto pessoalmente. Sempre quis desenhar o baixinho  e finalmente estou tendo a chance. Estou produzindo as melhores páginas de minha vida nesta série.


Farrazine - Quais foram as primeiras HQs que você leu que lhe marcaram? Quais HQs lê hoje em dia? 
 Mike - Defensores foi a revista que mais me marcou. Eu adorava as histórias de Steve Englehart, com desenhos do Sal Buscema. Acho que eu tinha uns doze anos na época. Hoje em dia leio Alan Moore, Berardi, Miller, Gaiman, Morrison...




Farrazine - Você acha que os prêmios Eisner ganhados por Moon, Bá e Grampá, podem sacudir de uma vez por todas o mercado de HQ´s nacional?
Mike - Eles são extremamente talentosos mereceram o prêmio. Espero mesmo que isso sirva de incentivo pra outros criadores nacionais...



Farrazine - Quem foram suas principais influencias dentro das HQs?
Mike - A lista vai longe, mas eu citaria Eisner, Adams, Giordano, Wrightson, Gulacy e Steranko entre os principais.




Farrazine - Qual roteirista você mais gostou de trabalhar? E qual o que você ainda não trabalhou e gostaria de trabalhar?
Mike - Warren Ellis é o meu favorito, não de um ponto de vista pessoal, já que tivemos quase nenhuma comunicação, mas simplesmente porque ele escreve muito, muito bem. Eu gostaria de tranbalhar algum dia com  Moore, Miller, Gaiman, Millar.e Morrison.


Farrazine - Tem algum projeto novo Mike que possa contar pra gente?
Mike - Wolverine é meu mais novo projeto. Agora em Setembro saem meu primeiro número de Wolverine: Origins e um especial chamado Wolverine: Roar.




Farrazine - E o nosso zine, que cê achou do projeto?
Mike - Zine?? Vocês fazem um trabalho profissional! Parabéns! :)



 ***

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Roda de gaita

O evento gaita na rua, em seu primeiro ano, percorreu praças do Rio e SP, levando cultura e diversão para todos. Neste fim de ano vamos comemorar de forma diferente, em uma roda com de músicos de percussão. O Gaita na rua é um evento cultural, um bloco, uma seresta moderna, sei lá... difícil de dar um nome. Vamos tocar de tudo, samba, choro, baião, blues, coco e o que mais der vontade! E tudo isso puxado por uma gaita! É sempre uma supresa para todos! O evento é curto então não chegue atrasado.

Músicos:

Michael Arce - Gaita e sanfona
Marcello Teixeira - Caixa
Antonio Elia - Alfaia
Igor Iga - Pandeiro
Pedro Araújo - Sanfona

Local:

Arcos da lapa - Na direção da entrada do Circo voador
Sábado dia 11 as 18h.

Veja os vídeos do evento em:
http://gaitanarua.blogspot.com/

Filmes Trash

Com toda certeza você já ouviu falar nos famosos e criticados filmes trash. Se não ouviu, está perdendo... hum... como posso dizer? Diversão à beça ou bocejadas de sono! Confuso? Calma, eu vou TENTAR explicar...


O que são filmes trash?
Não há classificação exata para esse gênero, mesmo se tratando de um estilo muito antigo. Alguns classificam como trash os filmes ruins, sem roteiro, com efeitos especiais horríveis e produções baratas; outros discordam, dizem que são filmes cult feitos apenas para diversão; ultimamente os filmes trash também são classificados como produções amadoras feitas por aqueles que nem mesmo entendem do ramo. Mas algo é certo: ou se gosta, ou não passa perto. Não há meio termo quando se trata destes filmes.
Fora isso, poucas coisas mais podem ser ditas com certeza sobre eles, e aqui vão elas:
1°: Não minto quando digo que ou se gosta, ou nem passa perto.

2°: Nunca esqueça que são filmes de baixa produção (em sua maioria); assim, antes de assistir, tenha em mente a diversão, e não superproduções.

3°: Por que são chamados de trash? Levando-se em consideração o significado da palavra (lixo) e mantendo em mente as bases destes filmes, torna-se fácil a compreensão. Padronizados por roteiros ousados, apelativos ou sem sentido, abusam de efeitos de baixo nível e atores e diretores desconhecidos (o que causou a iniciação de muitos grandiosos de hoje).

4°: Como já foi dito, para muitas pessoas esses filmes são considerados apenas filmes ruins. Realmente, a maioria é horrível. Porém, creio que nunca me diverti tanto como quando era pequeno e assistia a pérolas como “O Ataque dos Vermes Malditos” na TV.

5°: Cuidado ao escolher o que assistir, esse gênero é composto por filmes B (baixa produção e feitos apenas para entretenimento), sendo assim, há desde aventuras contra monstros que aparecem do nada a erotismos (leia-se pornôs) sobre lutadores de Kung-Fu. Nunca fui fã desse segundo estilo. Aconselho o primeiro.

6°: Não é brincadeira, fique longe dos sádicos pornográficos.

De onde vieram os filmes trash?
Se ainda não conhecia este gênero aberto a discussões, certamente ao menos ouviu falar de filmes B. Baratos e visando apenas passar o tempo, continham roteiro fraco, seqüências sem explicação, “defeitos” especiais e histórias quase sempre iguais: protagonista que salva uma pessoa (ou várias ao mesmo tempo) de algum monstro sem lógica ou algum lunático com ainda menos lógica. Pensando bem, acho que os clichês mais famosos do cinema surgiram daí (como serial killers perseguindo grupos de jovens), mas não vem ao caso.
Descrevendo assim os filmes B, em muita coisa eles se assemelham aos “lixos”. Não é sem razão. O cinema trash surgiu dos filmes B, mas, após algum tempo, passarou a receber uma definição própria, pois enquanto filmes B agradam a muitos, seu sucessor parte pelo caminho inverso: poucas pessoas se agradam ao ver tomates com vida matando belas mulheres pelas ruas de uma cidade (Tomates Assassinos).

O eterno preconceito.
Facilmente se entende porque a aceitação de filmes no gênero em questão é difícil. Tomates que matam, peixes voadores que também matam (Piranhas: Assassinas Voadoras) ou zumbis que retornam por uma contaminação e se alimentam de cérebro (A volta dos mortos Vivos) obviamente não são do gosto de qualquer um.
Tudo bem até este ponto: sabemos que o diferente dificilmente é bem vindo. Porém, entre os primeiros a conhecer este gênero estavam aqueles que se tornaram fãs, e outros que juraram no pé da cruz nunca mais verem um filme desses. O problema é que não só escolheram não verem, mas também queriam que ninguém mais visse. Depredaram, classificaram como pior tipo de filme existente (tudo bem, não vou tirar a razão) e conseguiram até mesmo deixar o nome trash conhecido por filme horrível e sem graça. Horrível dá para entender... mas sem graça?
...
Mesmo a tradução da palavra leva a essa idéia lixo. Não se engane, há quem se divirta muito com estes filmes.
Apesar de todo esse preconceito, é possível que você (assim como eu) encontre alguns que farão você rir como nunca antes ou prendê-lo na cadeira até o ultimo minuto, e, depois, ainda lhe façam correr para a rede e baixar suas outras três continuações.
Vale apena se arriscar entre essa horda de filmes baratos e "nonsense".

Mas não se arrisque sozinho nesse mundo.
Como disse, há muita coisa diferente que acaba sendo classificada como um filme trash. Pessoalmente, gosto daqueles pelos quais conheci o gênero. Simples, com aventura, comédia e monstros, eu me contentava muito. Resumidamente, estou falando dos filmes que viviam de reprise no Cinema em Casa (SBT), que acabou em 2002.
Para não deixar que você se perca no gênero, aqui vai uma relação muito pessoal: aqueles que mais gosto (me concentrarei nos filmes de monstros peculiares que surgem com explicações ainda mais peculiares e por fim são derrotados).

O Ataque dos Vermes Malditos (Tremors - 1990): A história se passa em uma cidade no deserto de Nevada. Sem causa, motivo, razão ou circunstância (me processe, Chaves), vermes gigantes surgem sob a terra e atacam os únicos dez habitantes da cidade. O filme custou cerca de U$11 milhões, o que é comum entre trashs. Teve três continuações e um seriado.
É, em minha opinião, um dos melhores filmes do gênero.
Diretor: Ron UnderWood.

Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London - 1981): Considerado por muitos até hoje o melhor filme de lobisomem já feito, esta inesquecível produção toma por base a história de dois jovens americanos que são atacados por um lobisomem. No dia seguinte ao ataque, aquele que permanece vivo descobre que agora carrega a maldição. Este filme é considerado um dos maiores trashs de todos os tempos e é cheio de terror e doses de humor-negro.
Tenho preferência pela continuação, Um Lobisomem Americano em Paris.
Diretor: John Landis.

O Ataque dos Tomates Assassinos (Attack of the Killer Tomatoes - 1978): Uma das idéias mais absurdas de filmes trashs já vista: tomates com apetite assassino que crescem e se tornam cada vez mais poderosos... Pausa para montar uma imagem na cabeça.
...
Tudo bem, sei que é quase impossível. Por isso, se está com um pingo de curiosidade, procure pelo filme e ria o quanto puder. Possui três continuações.

A Volta dos Mortos Vivos (The Return of the Living Dead - 1985): Vai além de clássico, é imperdível para aqueles que querem conhecer o trash. Mortos que voltam à vida e precisam se alimentar de cérebros. Sim, só isso, mais nada. Mas tenha certeza, é o suficiente para rir e assistir esse clássico. Altamente recomendado. Quatro continuações.
Diretor: Dan O’Bannon.
 
A Bolha Assassina (The Blob - remake 1988): Uma das cenas inesquecíveis dos filmes antigos vem deste, pessoas fugindo assustadas do cinema enquanto uma gosma vermelha os segue em sua lentidão. Vale a pena conferir (há versões de 58, 72 e 88, vi apenas a última, aparentemente, manteve-se fiel ao original).
Diretor: Irving H. Millgaites.

Para quem quiser conferir mais: Brinquedo Assassino (os dois primeiros realmente se prendem ao terror, mas o terceiro e o quarto filme são totalmente trash), Christine, O Carro Assassino, Alligator, Convenção das Bruxas, Monstro do Armário e Piranhas: Assassinas Voadoras.
É valido repetir que citei aqui aqueles que me agradam, sendo assim, não deixe de ir além - caso se interesse pelo assunto.
Claro, se quiser explorar mais os inúmeros filmes trash, há os clássicos aclamados por todos. Evil Dead e Bad Taste estão entre os mais reconhecidos.

Curiosidades sobre atores e diretores:
_Peter Jackson, conhecido por dirigir a trilogia Senhor dos Anéis deu inicio a sua carreira com Bad Taste, um “Best-seller” dos trashs.
_John Landis, diretor de Um Lobisomem Americano em Londres também é responsável pelos clipes Thriller e Black or White do aclamado Michael Jackson.


Por Murilo Alves Perin - MAP

 
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