segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O QUE VEM POR AÍ

Carta ao Avô
por Hiro - prévia do que virá no Farrazine #20

Eu soube das notícias. Soube que sua saúde piorou. Sei que não há muito tempo, então serei direto e sincero. Não posso ir até o senhor, pois estou longe cuidando dos negócios da família. Também sei que o senhor prefere que eu continue com meu trabalho, do que vá aí vê-lo. Pois será isso o que eu farei. Farei o que o senhor me ensinou a fazer. Serei o homem que o senhor quer que eu seja. Serei como o senhor mostrou que eu deveria ser naquele dia.
Eu não queria acompanhá-lo naquele dia, ainda era muito jovem, mas o senhor achava que eu já estava pronto. Lembro como eu tremia ao segui-lo. O senhor disse que não havia motivos para ter medo. Todos eles estavam dormindo naquele momento. Nós os surpreenderíamos. Eram eles quem deveriam temer.
Nós chegamos à porta do casarão. O senhor ergueu o machado e, com dois golpes, as trancas foram abaixo. Recordo-me de me alcançar o machado, e de eu ser ofuscado pelo reflexo vindo da munição prateada que o senhor colocava nos revólveres. O segui dentro do casarão escuro e úmido. Eu tremia muito, mas o senhor estava sempre confiante. Procuramos até acharmos os leitos. Eles todos dormiam com rostos serenos e pálidos. Aparentavam ter sonhos felizes.

Após examinarmos em silêncio, o senhor escolheu o primeiro. Disse que deveria ser aquele, pois era o mais forte. Sem ele, os outros não teriam chances. O senhor sacou a grande faca do cinto, e meus joelhos começaram a tremer ainda mais. Eu me recordo do som que a faca fez ao cortar a carne e quebrar as costelas. Hoje, quando fecho os meus olhos, ainda o ouço gritar e vejo mais uma vez o movimento rápido que lhe arrancou o coração antes que pudesse ter qualquer outra reação.
O lamento agonizante ecoou pelas salas e corredores da casa. Todos os outros despertaram, e logo perceberam o que acontecia. Também me lembro de como fiquei sem reação ao vê-los saltarem com seus rostos furiosos e vingativos e com seus gestos que lembravam bestas a defender sua toca ou ninho...

A estória continua na edição 20 do Farrazine disponível em breve para download e visualização online.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

2ª Semana do Quadrinho Nacional


Já está rolando a 2ª Semana do Quadrinho Nacional em Londrina, com a comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional. Os convidados desta edição, Eloyr Pacheco (Escorpião de Prata), Rogério Curiel e Alan Bariani (Cotidiano Contínuo), Elton Silva (Tongo Comics) e Rafael Albuquerque (Vampiro Americano, Mondo Urbano).


Confira a Programação no SESC
Dia 25 (terça)
19h – Abertura oficial da semana
Coquetel de abertura das exposições com a presença dos quadrinhistas e produtores independentes.
Dia 26 (quarta)
14h às 17h – “
Ilustração Cotidiana”, com Rogério Curiel e Alan Bariani

Lançamento Cotidiano Contínuo #2
19h –
Lançamento da publicação independente Cotidiano Contínuo com a presença de Rogério Curiel e Alan Bariani

Dia 27 (quinta)
14h às 17h – “
Produção de Tiras e Quadrinhos de Humor”, com Elton Silva, de Apucarana

Lançamento Tongo Comics #2
19h –
Sessão de autógrafos com Elton Silva, desenhista da publicação independente Tongo Comics

Dia 28 (sexta)

14h às 17h – Oficina “Criação de Personagem” com Eloyr Pacheco
Lançamento Escorpião de Prata
19h – Lançamento da revista independente Escorpião de Prata, com a presença de Eloyr Pacheco, Carlos Nascimento, Humberto Yashima, Lucas Tanaka e outros participantes da edição
Dia 29 (sábado)
14h – Bate-papo com o gaúcho Rafael Albuquerque, desenhista da série Vampiro America, da DC Comics/Vertigo, e do álbum Mondo Urbano
15h – Avaliação de Portfólio com Rafael Albuquerque
16h – Sessão de autógrafos com Rafael Albuquerque
Exposições
Tropa de EliteArte conceitual do Filme Tropa de Elite #2 do desenhista Bruno Moura

Cotidiano Continuo

Originais da revista Cotidiano Continuo de Rogério Curiel
 
Vampiro AmericanoOriginais da série Vampiro Americano, de Stephen King com arte de Rafael Albuquerque

Escorpião de PrataPáginas originais da revista independente Escorpião de Prata

Feira de Quadrinhos
No período do evento a Revistaria Odisseia montará um estande com publicações do coletivo independente Quarto Mundo e oferecerá descontos especiais para publicações nacionais de editoras como Devir, Conrad, Quadrinhos na Cia, Peirópolis e Zarabatana.

Serviço:2ª Semana do Quadrinho Nacional
de 25 a 29 de janeiro de 2011
Local: Centro Cultural Eloyr Pacheco
Endereço: Av. Jorge Casoni, 2242 – Centro – Londrina – PR

Realização
SESC Londrina e AQL – Associação dos Quadrinhistas de Londrina

ApoioRevistaria Odisseia, Terceira Arte

Essa dica é do nosso companheiro Nasci do Fanzineria

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

FARRAZINE ENTREVISTA; D.T.C. Comics

A comics brasileira que luta por reconhecimento.
 
Digam-me, fiéis fãs de quadrinhos, quem nunca quis ver (ou ao menos pensou) em HQs nacionais? Um universo todo feito de personagens brasileiros, uma comics que fosse encontrada facilmente nas nossas bancas e fosse tão boa quanta as internacionais. Pois bem, é ai que surge a D.T.C. Comics, criada por Diogo Tavares Costa, que tem como objetivo, fazer com que esta Comics brasileira dispute de igual para igual com grandes comics internacionais (como Marvel e DC). Há pouco tempo eles estão no mercado, mas vêem ganhando espaço aos poucos (inclusive, a edição n° 2 vendeu um mil exemplares publicados em um mês). Por enquanto eles possuem apenas uma revista, a Ecos Sombrios, que terá nova impressão da segunda edição e uma impressão de releitura da primeira, além disso, a terceira está para sair, e em fevereiro, um novo quadrinho será lançado pela comics, o Universo D.T.C.
Pois bem, para que saibam mais sobre esta D.T.C., entrevistei Amanda Ferreira Katrablc, segunda diretora da D.T.C. e roteirista também.
Tivemos uma boa conversa, inclusive eu aprendi muito também sobre a D.T.C.. Bom, mas sem mais embolação, ai vai a entrevista:


Entrevistada: Amanda Ferreira a segunda na diretoria da D.T.C e roteirista.

FARRAZINE - Quando surgiu a idéia de uma comics brasileira que concorresse com diversas outras grandes comics?

Amanda - Tudo começou com a idéia de fazer algo de qualidade aqui no Brasil, criar um universo de heróis que saísse um pouco do que sempre criaram por aqui... Se você analisar, o Guardião (assim como seu universo) é totalmente diferente dos demais heróis nacionais, foi daqui que começou a grande demanda de público pelos títulos da D.T.C.. É difícil... O Diogo (diretor da D.T.C.) assim como toda a equipe se esforça muito. No inicio tivemos a saída de muita gente, e isso dificultou muito.

FARRAZINE - Todos sabem que a criação de uma nova comics não é algo fácil. Quais as dificuldades que vocês tiveram de enfrentar até a concretização da D.T.C.?

Amanda - “Falta de união com artistas da terra”, esse foi o nosso pior obstáculo. Muitos querem fama antes do tempo, e muito dinheiro... a maioria das pessoas que saíram da equipe de inicio, pensavam assim: queriam fama, nome e dinheiro, e isso atrapalhou muito nosso processo de produção.
Uma barreira que foi quebrada foi a questão do preconceito. Sofremos no inicio, tipo, alguns olhavam e diziam "credo, quadrinho brasileiro, tô fora", isso é algo que estamos quebrando a cada mês de luta.

FARRAZINE - Por que, em sua opinião, há esse preconceito por quadrinhos brasileiros?

Amanda - A meu ver, pelo fato de terem feito muita merda! Tipo, muitos pensam que quadrinho brasileiro é apenas índios, pornografia, contos de lendas, ou copias de heróis americanos. Isso foi uma herança que foi deixada para nós, muitos ainda insistem nessa temática. A Ecos tem provado que é um quadrinho sério, mostrando uma nova temática inspirada na nova visão ótica dos quadrinhos mundiais, estilo europeu, Sandman e por ai...

FARRAZINE - E como está sendo aceita a D.T.C. pelos brasileiros, agora que vocês mostraram que também podem fazer material de qualidade?

Amanda - Está sendo ótima, tem muita gente que ainda não conhece a revista e procura a gente para obter alguma edição. Estamos aprendendo com os erros e colocando a Ecos num patamar que muita gente gostaria de estar (principalmente em relação a publico, dificilmente uma HQ nacional possui um publico fixo de mais de mil leitores, é algo raro, e sabemos disso porque vendemos revistas, e quando acaba o estoque a gente pensa "Poxa, precisamos fazer mais", e isso é legal). Olha... a chegada do papel Pisa Brait (o mesmo utilizado pela Panini em suas edições) foi fundamental para isso também, todos os leitores gostaram muito do material.
Eu estou conversando com mais de vinte pessoas, e com todas é apenas um assunto: Guardião.

FARRAZINE - Quando vocês puderam ter o prazer de ver o primeiro HQ da D.T.C. publicado e sendo vendido junto a outros grandes HQs?

Amanda - Foi no final de 2007. Lançamos a Ecos n°1 (Teste) para ver qual seria a reação do publico, e foi super positiva... Poderíamos ter lançado outra em curto tempo, mas ai veio o problema das pessoas que trabalhavam com a gente, a fama subiu a cabeça, e o projeto parou, pelo fato da gente não ter equipe de produção... Mas é um problema que graças a Deus foi resolvido.

FARRAZINE - Em média, com quantas pessoas conta a equipe atual da D.T.C.?

Amanda - No total de 13 pessoas.

FARRAZINE - Não há certa dificuldade para manter as revistas com 13 pessoas?

Amanda - Não, tipo, só para o título da Ecos, ficam 5 pessoas: roteirista, desenhista, arte-finalista, letreador e diagramador e por último, o revisor. Estamos colocando mais um título nas bancas, são mais cinco pessoas. Fora os especiais que estão programados para o ano. A galera se entendi numa boa, um ajudando o outro e a produção anda de forma perfeita.



FARRAZINE - Falando dos projetos, o que aguarda os leitores neste ano? Quais os especiais? (caso você possa divulgar, lógico)

Amanda - Bom... a Ecos continua com força total, entra em cena o novo título: Universo D.T.C, que irá mostrar outros personagens da D.T.C, e no segundo semestre, sai o especial Silêncio Mortal (Guardião e Lobo Guará de Carlos Henry). O mar de Sangue ainda está sendo estudado... Temos em mente também, lançar uma revista estilo Wizmania, mas só de quadrinhos nacionais, porem, estamos estudando ainda!


FARRAZINE - Tratando mais desse universo criado por vocês, pode nos contar um pouco sobre os personagens da D.T.C.? (tenho conhecimento apenas do Guardião e Vitrine)

Amanda - Olha só, dos outros personagens, realmente é ultra secreto, ainda pelo fato, que só queremos divulgar quando todo material estiver pronto para impressão, tipo, um mês antes estaremos divulgando na net outros personagens do universo D.T.C...


Entrevista publicada no Farrazine #10 que você pode ler completa online aqui ou baixá-lo aqui

***
 
Para aqueles que ficaram interessados e pretendem adquirir as edições da D.T.C., é possível fazê-lo por pedidos pelo e-mail Diogo.t.c@hotmail.com
Para saber um pouco mais sobre DTC Comics, clique aqui

sábado, 22 de janeiro de 2011

FARRAZINE ORGULHOSAMENTE APRESENTA;

Gênesis by irmãos Andrade


Saiu na edição #6 do zine. Veja online aqui

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

FARRAZINE APRESENTA!

 O Povo Contra Garry
Por Hiro

Na noite de 29 de dezembro de 2005, meu pai resolveu fazer uma dupla de lasanhas para o jantar. Claro que isso inevitavelmente atraiu algumas pessoas que acabaram se reunindo aqui em casa. Enquanto esperávamos a refeição ficar pronta, resolvi tirar algum proveito da velha caixa de tênis do meu primo Diego, que estava - por alguma razão desconhecida e provavelmente insana - aqui. 

Esta caixa estava repleta de Playmobils

Com direito a acessórios, veículos e apetrechos variados. Então eu empunhei a novíssima filmadora da minha irmã e exigi como tributação pelas fatias de lasanha que meus parentes me auxiliassem neste projeto batizado de "O Povo Contra Garry".

Esse é um curta muito escroto, feito em umas seis horas (contando o intervalo para comer a refeição feita pelo meu pai). 

Além de boa vontade, este filme não teve mais nada: não teve talento, não teve produção prévia, não teve nem roteiro. Os diálogos eu improvisei na hora sem ter muita certeza onde iam acabar. Não teve nem edição, fui filmando direto e, quando algo dava errado, rebobinava e refazia por cima. 

Por "errado" entendam diálogos absurdamente ininteligíveis. Resumindo, usei a técnica de Ed Wood, e o resultado foi este aí.

Dados técnicos:
Título: O Povo Contra Garry
Sinopse: Garry da Silveira é preso e acusado pela Promotoria do Estado do Texas por ter provocado a morte de um menino em um acidente de carro, mas há muitos mistérios ocultos neste evento.
Filme de Rafael Machado Costa (O Hiro), com Emerson Moraes Nunes, Rafael Machado Costa, Diego Machado Hidalgo, Douglas Raphael Severo e Karine Machado Costa.
Gênero: mistura de "suspense de 'Super Cine'" com "filme de tribunal".
Produção de 2005.

O Povo Contra Garry - Parte 1


O Povo Contra Garry - Parte 2


Conheça um pouquinho mais sobre o Hiro, clicando aqui

 
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