quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Robin Hood, de Ridley Scott

Tenho uma lista gigantesca de filmes para assistir, por isso acabei conseguindo ver Robin Hood esse fim de semana.

Acredito que esse diretor acaba imprimindo na tela uma veracidade muito maior em seus filmes, não me refiro à proximidade histórica dos fatos, mas sim nas cores, nos figurinos.

Por exemplo,nos deparamos com um Rei Ricardo Coração de Leão, que embora posua grande habilidade de liderança, ainda em sua essência na mais é que um guerreiro, e portanto vive como tal, imundo e descabelado, após os 10 anos em campanha.

Vi pessoas fazendo defesas acaloradas sobre a versão anterior da história, que era praticamente um crime essa versão nova. Eu também gosto do anterior, assisti pelomenos umas 10 vezes, mas vendo hoje, aquela versão é bem fantasiosa, praticamente uma dramatização da lenda.

Já, nesse novo vemos os elementos de uma algo mais plausível. A idéia de que eles acabaram tomando o lugar dos verdadeiros cavaleiros, fazendo-se assim passar por nobres, é muito mais coerente com o conteúdo histórico daquele período, onde de fato quem se dava melhor era o mais esperto.

Mas isso é apenas o que eu achei do filme, o que vocês acharam?

Godzila bravo

Kaiju é o nome em japonês dos filmes de monstros gigantes. O mais famoso dos filmes de monstros gigantes aqui no Ocidente é Godzilla. Acredito ser interessante saber um pouco mais sobre um evento ocorrido um pouco antes do lançamento do filme e que pode ter influenciado seu impacto de maneira decisiva.

Em primeiro de março de 1954, os EUA realizaram um teste com um artefato nuclear no atol de Bikini, no Pacífico. O teste foi mal calculado e a explosão foi um “pouco” maior do que a esperada, provocando uma chuva atômica branca sobre a força naval de 10 mil militares reunidas para observação, em um lugar (esperava-se, antes da coisa acontecer) seguro. O teste, cujo nome-código era Bravo, criou uma cratera de 75 metros de profundidade e dois quilômetros de diâmetro.

Em dois de março, meteorologistas norte-americanos foram retirados de uma ilha distante 213 quilômetros da detonação. Dois dias depois, começaram a ser evacuados os habitantes da ilha Rongelap, localizada a 144 quilômetros do teste. Flocos radioativos “nevaram” sobre a ilha apenas quatro horas depois do teste e formaram uma camada sobre o solo de alguns centímetros. Inocentes do perigo, os habitantes logo passaram a sofrer de diarréia, vômitos, queimaduras na pele, perda de cabelo, hemorragias. Sintomas similares aos sobreviventes de Hiroshima e Nagasaki.

Duas semanas mais tarde, o governo norte-americano ainda mantinha o assunto oculto. Mas um pesqueiro japonês chamado Fukuryu Maru retornou ao porto de Yaizu. Eles estavam a 150 quilômetros a leste do atol, bem afastados da área de segurança do teste. Mesmo assim todos os 23 membros da tripulação sofriam com os efeitos da radiação. Eles viram o clarão da explosão e, três horas depois, uma tempestade de “neve” cobriu o convés. Intrigados e com vontade de fazer uma lembrança, alguns tripulantes guardaram aquela coisa em garrafas (o que me lembrou o caso do Césio 137 em Goiás). Depois lavaram o convés do navio, certamente salvando suas vidas. A situação provocou pânico no Japão: Toneladas de pescado foram destruídas; sindicatos, políticos e jornais exigiam o fim imediato dos testes que continuaram a se realizar no Pacífico.

Em novembro de 1954, estreou nos cinemas japoneses o filme Gojira ou, como conhecemos por aqui, Godzilla. O livro “Homens do Fim do Mundo”, de P. D. Smith (de onde retirei esta história) afirma que Godzilla foi inspirado em um filme B norte-americano de 1953 (um dinossauro é despertado por testes nucleares e ataca Manhattan). Segundo o autor, existem claras referências a este episódio do teste Bravo: no início de Godzilla, a tripulação de um barco testemunha o surgimento do monstro e os sobreviventes avisam sobre a criatura. Pessoalmente, acho um prazo apertado para uma inclusão no roteiro, mas como não entendo nada de cinema... Quem sabe?

Além da explosão acordar a besta de seu berço esplêndido, ela tornou o monstro radioativo. No filme, contadores Geiger eram usados em suas pegadas gigantescas. Produtores do filme confirmaram o objetivo de criar uma “cara monstruosa” para a bomba atômica. E conseguiram: O filme foi um sucesso no Japão, pessoas assistiam em silêncio, muitas saíam do cinema chorando, as lembranças de Hiroshima e Nagasaki ainda frescas na cabeça.

Na realidade, quando se percebeu que o objetivo dos militares norte-americanos era realmente jogar uma bomba atômica sobre cidades japonesas, uns poucos cientistas tentaram fazer abaixo-assinados e até propuseram que se fizesse uma demonstração “pública” para dar ao inimigo a chance de rendição. Ninguém escutou, envolvidos que estavam no esforço de guerra e na ânsia de mostrar aos soviéticos sua força. O livro relata os esforços de um dos criadores da bomba, Leo Szilard, em divulgar os catastróficos efeitos de uma guerra nuclear e na possibilidade de que uma única bomba pudesse envenenar todo o globo e exterminar a vida na Terra (com exceção, como se sabe, das baratas).

O teste Bravo esclareceu com maior veemência que o vento nuclear era um perigo real. Infelizmente, nada como um caso prático como este do Teste Bravo para surtir mais efeito. Anos depois, em 1957, os argentinos Héctor Germán Oesterheld (nos roteiros) e Francisco Solano López (nos desenhos) criaram a apavorante e sensacional história “El Eternauta” (há rumores de que vem um filme por aí) que inicia com uma estranha neve fosforescente que desaba durante uma madrugada eliminando a maior parte da vida no mundo.

A mesma idéia reside na “bomba suja” que é um dos maiores medos do governo norte-americano. Um grupo terrorista poderia criar uma única bomba capaz de realizar um estrago sem precedentes e no mundo inteiro. Uma guerra na periferia do mundo (entre Paquistão e Índia ou entre as Coréias) pode despertar este monstro. Apesar de seu tamanho, Godzilla ainda espreita nas sombras.

Por Brontops - Revisão Aluada - FARRAZINE 11

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

FARRAZINE Nº 2



Nostradamus disse: - "O conclave obscuro de criaturas insanas criará um objeto de gritaria e escarnecimento. Porém, o um chegará, mas deste não passará".

Estudos metódicos mostraram que ele falava do F.A.R.R.A. e do F.A.R.R.A.ZINE e, ainda assim, sua profecia não se cumpriu.

O fanzine mais bacanudo dos últimos tempos, perdendo em popularidade - mas não muito - apenas para a Wizard americana, está de volta mais alto, mais grande e mais melhor.


Agora com 48 páginas -
que podem ser passadas sem você ter que molhar os dedos - temos mais espaço para destilar as coisas absurdas que saem dos cérebros dos revolucionários farristas mais produtivos que resolveram aderir à dura tarefa que é escrever para nossa publicação.Atenção para o que o aguarda nessa viagem que, se não for uma experiência psicodélica, pelo menos o deixará com muito o que pensar pelos próximos dias:

Coquetel de Lançamento do F.A.R.R.A.ZINE #01 -
Cat Grant (repórter da DC Comics) faz a cobertura do coquetel de lançamento do zine, entrevistando os convidados que vão de Tony Stark ao Papa Bento XVI.

Cinema Fanfarrão -
Diangello (mais conhecido como "o Alex Ross" brasileiro) discorre sobre nosso cinema brasileiro.

Séries -
Nano Falcão e a greve dos roteiristas.

Music Don't Stop -
Marden Machado pergunta: O ROCK NACIONAL É POSIÇÃO OU COMÉRCIO? E em outra matéria ainda nos fala sobre Renato Russo.

Túnel do Tempo -
Juliana (a nossa Kitinha) pesquisa e traz para você, nerd querido (ou não), tudo que você sempre quis saber sobre a História das histórias em quadrinhos, mas tinha vergonha de perguntar, ou simplesmente estava jogando RPG e não queria ser interrompido. E esta é apenas a primeira parte.

X-Pivetes -
Uma análise muito bem humorada do Moziel sobre os super-poderes que certas crianças parecem ter.

Papo de Gibi -
A seção do F.A.R.R.A. que virou seção do zine. Ramón analisa Y - The Last Man, a HQ mais popular atualmente, e que está chegando ao seu fim.

Envergadura Moral -
Ricardo Andrade na matéria "Vamos Falar de Sexo", resolve responder (ou quem sabe colocar mais perguntas) sobre sexo e o mundo dos super-heróis. Coisas que você com certeza já se perguntou um dia, mas teve medo da resposta.

Menino-Rato -
HQ lançada no fórum e aqui no blog, agora fazendo parte do zine. Autoria de Snuckbincks.

Fanfics -
O Agente escreve uma aventura do Justiceiro, para vigilante algum botar defeito. E jluismith manda bem com "O Primeiro e Último Dia de Condicional de Jason W.", sim o Jason de Sexta-Feira 13.

Informe Publicitário -
O zine abre espaço para um pouco de propaganda e assim estamos recebendo recursos para continuar esta empreitada. Recursos esses vindos da Latvéria, ao anunciarmos em nossas páginas e darmos uma prévia do Livro de de Auto-Ajuda do Dr. Doom (ou Dr. Destino para alguns).

Jesusalem Jones -
Sim, ele está de volta, em um conto inédito, nunca antes publicado em blog, e-Book, ou pichado em muro algum. Desta vez ele está às voltas com o cinema, já avançado em idade, e tem que enfrentar problemas com o roteiro que está sendo filmado.

Família Scadabascchio - O Folhetim do F.A.R.R.A. o qual nos é narrado por McFoster Kincaid.

Jogando Conversa Fora -
Universos Paralelos: Existe Está no Meio de Nós... hein? Aboim divaga sobre teorias e teoremas.

Contos -
InVinoVeritas escreve o conto DJINN, um conto sobre três desejos.

Antropologia -
Todo Poder Aos Nerds por Nano Falcão.

Precisa dizer mais alguma coisa?

Sim? Ok. Então diremos!


Desafio F.A.R.R.A. -
Descubra a reposta para a pergunta "Porque o Super-Homem usa cueca por cima da calça?"

Isso e muito mais, leia On Line.

FARRAZINE Nº 1



Trata-se da Clássica 1ª edição do e-zine - idealizado e realizado pela equipe de lunáticos do antigo Fórum de Agrupamento da Rapadura Açucarada.

Vale a pena baixar, contém resenhas, hq feita pelo pessoal do fórum, a temática está ligada a quadrinhos, filmes e afins!

Veja como tudo começou no link Leitura On-Line
Boa leitura e não esqueçam de se cadastrar no fórum e ajude a fazer as novas edições do FARRAZINE!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

 
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